quinta-feira, 16 de junho de 2016

Se resolver a defesa, meio caminho andado




Amigos rubronegros, depois de um único jogo com esta zaga, me confesso um crente. O célebre “agora vai”! O Flamengo tem uma dificuldade crônica de fazer gol, mas era a defesa fraca que nos fazia perder os jogos. Revezando os jogadores com Rever e Vaz, Juan e Leo Duarte, podemos resolver de vez a nossa postura defensiva. O Juan não é muito bom de armar o jogo não. Ele é chegado na cadência, toca pro lado um monte de vezes. Mas o Vaz sabe fazer da saída de bola uma nova tentativa. E acertou alguns passes longos. Se o jogador sabe fazer, tem que tentar. Esse é o ânimo do futebol. O Rever me fez lembrar que ainda existe o gol de cabeça de zagueiro que vem de trás. Com a técnica que ele tem para saltar e cabecear, não precisamos mais dos dois zagueiros tentando fazer o gol o tempo todo. Voltamos a ter zagueiros com chances de fazer mesmo o gol. E o Vaz já nos provou que gosta de fazer uns golzinhos. Pra ficar na história: Flamengo contratou o zagueiro que decidiu partidas contra o próprio Flamengo pelo principal rival local.

E dizem por aí (os supersticiosos) que as coincidências com 2009 se acumulam. Eu me lembro bem do sofrimento que foi aquele campeonato, até a rodada final, onde eu tive o prazer inenarrável de estar no Maracanã no último jogo, contra o Grêmio. Esse ano eu preferia que o Flamengo se mantivesse entre os 6 primeiros na virada do turno, e que crescesse no segundo turno. Aquele jogo de 2009 foi decidido pelos gols de zagueiros. Neste ano, o gol foi conseguir dois bons zagueiros. Acredito que vem mais um, sul americano, mas se resolvermos a questão da defesa podemos brigar por vaga ou título. Não existe um bicho papão nesse campeonato. O atual “melhor elenco”, como chamam o Galo Mineiro, começou mal o campeonato. O Corinthians parece um carro bacana que estaciona no lugar errado e amanhece depenado. Tem que contratar tudo de novo...Nenhum outro time mete medo de verdade. O Internacional vem bem, mas é muito cedo para saber o que vai acontecer ao fim de 39 jogos. Portanto, podemos ter esperança. Se vai ser com o Zé (adoro ter um técnico com um nome simples e brasileiro) ou não, só a sequencia de jogos vai dizer. Para trazer o Abelão, prefiro o Zé.

Do meio pra frente, nenhum time que eu escale vai agradar a todos. Eu jogaria com Cuellar e Mancuello de volantes. A posição que dizem ser original do Mancuello é essa. Não me incomodo mais se o Márcio Araújo ainda jogar alguns jogos, desde que o time ganhe. Mas o melhor time possível não pode ter ele de titular. No meio Alan Patrick conquistou uma vaga, com partidas onde ele foi muito bem, mesmo prendendo um pouco demais a bola. A outra vaga do meio podia ter uma experiência com Jorge. Não vai ser na lateral que esse moleque vai se criar. Ele tem habilidade e domínio de bola, o canto do campo não deixa ele desenvolver seu futebol. Pode dar errado, claro, mas eu colocaria o Everton na lateral. Gostaria de saber se a base do Flamengo ainda tem um lateral esquerdo, Michel, se não me engano, que parecia muito bom. E pela direita, ainda que o Rodinei não vá se consagrar em alguma futura seleção rubro-negra de todos os tempos, o seu esforço é elogiável. As vezes falta categoria, mas não falta vontade. Um dia vamos ter um lateral nessa posição que nos lembre o Peixe Frito. Tomara que ele já tenha nascido.

No ataque, se o time fizer as jogadas certas, o Cirino tem vaga sim. Já vi chamarem ele de tudo, mas o fato é que cada jogador tem a sua característica. Cabe ao treinador extrair o melhor de cada um. A jogada do lançamento para a corrida do Cirino pela ponta é matadora. Tem que ser treinada exaustivamente. E enquanto estiver no Flamengo, Guerrero divide o ataque e tenta acertar o pé.

Deixei para o final falar da primeira posição, o goleiro. O PV é sim um bom goleiro, mas agora para tirar o Muralha está difícil. O goleiro é ele, ainda que todo goleiro falhe, ele passa uma segurança enorme para essa zaga nova.

É claro que cada um tem a sua escalação. Eu defendo o Expresso 2222, dois meias e dois atacantes, dois volantes e dois zagueiros, dois laterais.

O que importa é acumular pontos e não perder nos jogos em casa, mesmo nessa fase Sem Teto do Flamengo.


Pra cima deles, Mengão. Com a escalação que o Zé decidir, contra juízes cegos ou mal intencionados, vamos vencer, Nação!

sábado, 21 de maio de 2016

Uma coisa ou outra coisa?


 Amigos rubronegros, a primeira vez que eu ouvi essa expressão (Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!) eu ri muito e debochei da colega de trabalho que disse tamanha obviedade. Quem diria que mais de 20 anos depois eu me pegaria a citando a mesma expressão tantas veezes. Como o “óbvio ululante”, diria o tricolor rubronegro Nelson Rodrigues, se repete tantas vezes no nosso cotidiano, e especialmente, no dia a dia rubronegro! Querem exemplos? Vamos a eles, misturando as constatações positivas e negativas.

Que o Flamengo não vem jogando bem é óbvio! E não estou reclamando porque o time de futebol masculino não ganhou nada nesse semestre. Ganhar ou perder faz parte do jogo (o que também é óbvio). O problema é que o Flamengo não está jogando NADA! Tivemos alguns poucos lampejos, alguns jogos em que poderíamos ter vencido se a sorte nos favorecesse, mas a cada jogo, a cada mudança na equipe, nossas esperanças se desvanecem, viram fumaça como os zagueiros que o Flamengo vai contratar. Não é o 4-3-3 ou o 4-4-2 que não dão certo. É o time inteiro que se perde em campo, sem apresentar um padrão de jogo ou o espírito de união que caracteriza uma equipe vencedora. Jogadores que tentam virar heróis, resolvendo tudo sozinho e perdendo bisonhamento a jogada e a posse de bola. E é óbvio que o Muricy tem culpa nesse cartório. Ele pode ser um técnico consagrado, tem o meu respeito pelo ser humano correto que demonstra ser, mas está mais que evidente que este “modelo Barcelona” não funciona sem jogadores acima da media que nós não temos. Ou sem um Iniesta que dê cadência e objetividade neste meio de campo que invariavelmente perde o controle da região de onde deveriam nascer as jogadas que municiam o ataque. A ponto de começar a sonhar com dois ou até três volantes nesse time, na esperança de que pelo menos paremos de perder seguidamente para times que hoje estão na série B, C e até D. Não sei dizer o destino do nosso técnico depois do seu problema de saúde. Mas se for para insistir no que está claramente não está dando certo, melhor pedir para sair mesmo. Vamos ter problemas para achar um bom técnico para o seu lugar, mas é melhor do que temer o rebaixamento com o que seria “o melhor elenco” dos últimos três anos. Mas existem novos nomes para apostar, como o Fernando Dinis, que fez o Audax chegar na final do Paulistão com um futebol diferente, ofensivo e compactado, por exemplo.

Também é óbvio que o presidente Bandeira de Melo não acertou a mão no futebol, e os títulos da Copa do Brasil de 2013 e o Carioca de 2014 foram quase um “acidente de percurso”. Rodrigo Caetano, o homem que chegou com status de grande negociador, com relações fortes com empresários e clubes, não emplacou grande sucessos na suas contratações. O Rodrigo Caetano só parece ter tido sucesso em colocar ex-jogadores nos outros clubes. O que não deve ser tão difícil assim, já que estes jogadores saem quase a custo zero para quem os contrata. Vejam bem, não estou querendo trazer de volta o Muralha, Negueba, Thomás, Adryan e o resto da turma menos cotada, como Val, Bruninho e etc. Só estou dizendo que mandar embora tem sido muito mais fácil do que trazer bons jogadores. Não é possível que o Flamengo fique um semestre inteiro buscando um zagueiro e não consiga nada, enquanto a saída (Marcelo, Samir, Cesar Martins, Frauches, Erazo, Bressan) seja constante e tranquila. Também não estou dizendo que quero estes jogadores de volta. Só percebo que a saída é sempre facilitada e a entrada parece uma porta trancada. É claro que a falta de dinheiro é uma variável importante para um clube que quer se reogarnizar financeiramente. Mas trouxemos vários jogadores relativamente caros, não é admissível que não tenhamos olhado os jogadores que hoje estão fazendo sucesso no Atlético Nacional de Medelín ou no Indepediente Del Valle. Não é possível que o Juninho tenha preferido ficar no Coritiba, rejeitando a oferta do Flamengo. Que ninguém tenha visto o Arturo Mina jogar, ou não tenham tentado zagueiros do próprio futebol brasileiro que poderiam ser trazidos com o pagamento da sua multa. Não é um bom trabalho e de todas as mudanças que podem ser feitas, trocar o Diretor de Futebol ainda é a menos traumática. Já ficou claro que o Caetano não vai pedir para sair, então, é hora do presidente (ou do Vice, já que o titular está “contribuindo com a CBF” nos próximos 30 dias) fazerem o que lhes compete como dirigentes máximos deste clube Nação. Rifem esse vascaíno pé frio e vamos em frente!

Mas entre as coisas que são óbvias, deveria ser claro também que temos a melhor administração do clube em muitas décadas. Se continuarmos nessa recuperação, em breve, com os jogadores e dirigentes certos, seremos uma potência não só do Brasil como do futebol internacional. Antes dessa gestão (2012), com 200 MM de receitas (não considerando as receitas de transferências) estávamos atrás dos principais times de São Paulo (Corinthians, SP e Palmeiras) e de outros menores, como o Atlético do PR. Em 2015, alcançamos o primeiro lugar em receitas (344 MM) e o maior superávit (130 MM no resultado de Receitas menos Despesas) entre os clubes da série A. E olhem que ainda somos a segunda maior dívida total, mesmo tendo feito não só uma redução impensável como tendo ajustado as questões fiscais e trabalhistas, cicatrizes indeléveis das gestões anteriores. Não estou dizendo que isso deveria nos satisfazer, pois nossa tradição de luta e comprometimento não vem sendo hontada e a torcida, que tem feito a sua parte lotando os estádios quando isso é possível, não tem sido recompensada a contento. Mas daí a chamar o presidente de “banana” ou colocar textos ofensivos a sua pessoa nas redes sociais vai uma distância tão grande como a do futebol que queremos ver essa equipe jogar. Está rodando na internet um áudio onde um suposto torcedor flamenguista diz que Flamengo é mesmo time de bandido, que quer o matador Bruno de volta, que o Imperador era malandro mas era bom, que não temos que pagar salários em dias, que vale qualquer coisa desde que o time ganhe. Me mostraram este vídeo morrendo de rir, e apesar de reconhecer a criatividade e senso de oportunidade dos autores, só consegui sentir tristeza. Não é retroagindo que vamos avançar. Eu quero um time compacto, organizado, seguro na defesa, com um meio campo equilibrado e um ataque eficiente. Mas uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Não apoio a viagem do nosso presidente com a seleção brasileira, mas respeito a sua decisão que me desagrada. Não é porque o time está mal que a honra do Bandeira deva ser atacada. Tirando essa viagem, e a maneira como o Jaime foi demitido (mesmo querendo a sua saída na época), vejo muito mais acertos do que erros na conduta do nosso presidente. E não aceito que os torcedores que postaram a favor de outras candidaturas e depois “sumiram do mapa” aproveitem a oportunidade para reaparecer e desancar o presidente como se as soluções para os nossos problemas sejam simplesmente maldizer um cidadão honrado ou pedir a volta ao passado. O momento é difícil para as duas “Nações”, a rubronegra e a brasileira. E a resposta não está no incentivo ao ódio ou na separação dos “compatriotas”, está na sua união em prol do bem comum. Como alias devia ser em campo também.


Para não dizer que não há alegrias, depois da vitória do sub20 na Copinha e do Basquete, que entrou na reta final para mais um título, nos vemos agora campeões brasileiros de futebol feminino. Como a imprensa não parece ter dado o destaque necessário a esta importante conquista (a primeira de um time não paulista em 4 anos de competição), fica aqui o nosso agradecimento às atletas que nos levaram a esta vitória, sinceramente demonstrando mais garra e entrega do que os profissionais masculinos tem apresentado. Valeu meninas, parabéns, obrigado, e que esse exemplo comece a se reproduzir, começando por este difícil compromisso contra o Grêmio na casa deles. Pra cima deles, Mengão! (mas sem descuidar da defesa…)

domingo, 17 de abril de 2016

Momentos de Decisão




Amigos rubronegros, existem momentos na história que são decisivos para o futuro. São aqueles momentos em que o resultado de um confronto põe em risco as esperanças de uma Nação inteira. E isso serve tanto para o Flamengo como para o Brasil. Para o Mengão, ficar fora das finais do Carioquinha e sair da Copa do Brasil ainda no primeiro adversário, depois de dar adeus à Primeira Liga e ao título da Taça Guanabara, seria a constatação de que o primeiro semestre (que seria um treino para o Brasileirão, lembram?) foi um fracasso retumbante. Para o Brasil, não conseguir os 342 votos que admitem a possibilidade de impedimento seria uma frustração terrível para todos os brasileiros de bem, que não aguentam mais o desgoverno do Brasil e o assalto aos cofres públicos por um grupo que persegue a filosofia de manutenção do poder a qualquer custo.
Olhando o esquadrão rubronegro, pouco há que se criticar no time que entrará em campo neste jogo contra o Bangu e que nos colocará nas finais do Campeonato Carioca. Com a volta do Mancuello, todos os demais setores do campo voltaram a funcionar bem. A vitória contra o Boavista, mais do que significar a manutenção na esperança de classificação, significou a volta da confiança no elenco e na maneira de jogar. Por mais que saibamos que nossa zaga ainda é vulnerável e que enfrentaria grandes dificuldades contra times mais qualificados, voltamos a ter lançamentos precisos e a bola voltou a entrar. Porque, a rigor, não jogamos tão mal assim nos jogos anteriores. Simplesmente falhamos nas finalizações, e no futebol, quem não faz, leva! Ainda acredito que o Ederson tem vaga neste time, mas o fato é o Alan Patrick entrou no time produzindo mais para o time do que vinha produzindo o Ederson. Quanto ao Emerson, desde sempre defendo que ele é hoje um jogador de um tempo só, e que pode ser bem aproveitado se for usado no momento certo. Mas precisa jogar mais para o time e deixar de tentar resolver tudo sozinho. A autoconfiança, primordial para algumas vitórias e atos heróicos, não pode ser a tônica de um time como o nosso, que tem sim bons jogadores, mas não é um Barcelona em termos de elenco. Com a volta do gringo, melhoramos até o desempenho do Jorge, que estava irreconhecível em campo e paramos de fazer do Wallace e do Juan os lançadores de bola para o ataque. Tenho fé que neste domingo conquistaremos a vaga e que seremos de fato uma força a ser considerada neste sprint final do estadual.

Quanto ao Brasil, tudo que havia para ser dito já foi colocado em todos os meios de comunicação possíveis, incluindo as redes sociais. Triste ver que ainda estamos divididos e que além dos “assalariados do protesto automático” (a turma da mortadela) ainda temos brasileiros de bem que consideram um golpe o legítimo movimento da imensa maioria do país, que não aguenta mais a falta de governo e a piora em TODOS os setores da vida brasileira. Saúde, educação, transporte, segurança, emprego, em todas as áreas do governo brasileiro estamos a beira do caos. Talvez as “pedaladas” sejam apenas uma desculpa mesmo, mas era só uma questão de tempo para retirarmos os protagonistas desse esquema de poder, quem sabe algemados, do Palácio do Planalto ou do anexo hoteleiro onde se tentou montar mais um balcão de negócios, em mais uma demonstração pública de desprezo pelas leis e pelo mínimo de decência que a vida pública exige. Que venha um novo Brasil, e que aos poucos a limpeza chegue na cozinha e nas áreas menos visíveis do Estado Brasileiro.

Que a esperança geral se confirme e que tanto o Flamengo como o Brasil entrem em uma nova fase, de vitórias e de luta honesta por um futuro melhor.


Pra cima deles, Mengão! Vitória hoje e na quarta feira! 
E fora as quadrilhas, sejam elas de que partido for!