domingo, 17 de abril de 2016

Momentos de Decisão




Amigos rubronegros, existem momentos na história que são decisivos para o futuro. São aqueles momentos em que o resultado de um confronto põe em risco as esperanças de uma Nação inteira. E isso serve tanto para o Flamengo como para o Brasil. Para o Mengão, ficar fora das finais do Carioquinha e sair da Copa do Brasil ainda no primeiro adversário, depois de dar adeus à Primeira Liga e ao título da Taça Guanabara, seria a constatação de que o primeiro semestre (que seria um treino para o Brasileirão, lembram?) foi um fracasso retumbante. Para o Brasil, não conseguir os 342 votos que admitem a possibilidade de impedimento seria uma frustração terrível para todos os brasileiros de bem, que não aguentam mais o desgoverno do Brasil e o assalto aos cofres públicos por um grupo que persegue a filosofia de manutenção do poder a qualquer custo.
Olhando o esquadrão rubronegro, pouco há que se criticar no time que entrará em campo neste jogo contra o Bangu e que nos colocará nas finais do Campeonato Carioca. Com a volta do Mancuello, todos os demais setores do campo voltaram a funcionar bem. A vitória contra o Boavista, mais do que significar a manutenção na esperança de classificação, significou a volta da confiança no elenco e na maneira de jogar. Por mais que saibamos que nossa zaga ainda é vulnerável e que enfrentaria grandes dificuldades contra times mais qualificados, voltamos a ter lançamentos precisos e a bola voltou a entrar. Porque, a rigor, não jogamos tão mal assim nos jogos anteriores. Simplesmente falhamos nas finalizações, e no futebol, quem não faz, leva! Ainda acredito que o Ederson tem vaga neste time, mas o fato é o Alan Patrick entrou no time produzindo mais para o time do que vinha produzindo o Ederson. Quanto ao Emerson, desde sempre defendo que ele é hoje um jogador de um tempo só, e que pode ser bem aproveitado se for usado no momento certo. Mas precisa jogar mais para o time e deixar de tentar resolver tudo sozinho. A autoconfiança, primordial para algumas vitórias e atos heróicos, não pode ser a tônica de um time como o nosso, que tem sim bons jogadores, mas não é um Barcelona em termos de elenco. Com a volta do gringo, melhoramos até o desempenho do Jorge, que estava irreconhecível em campo e paramos de fazer do Wallace e do Juan os lançadores de bola para o ataque. Tenho fé que neste domingo conquistaremos a vaga e que seremos de fato uma força a ser considerada neste sprint final do estadual.

Quanto ao Brasil, tudo que havia para ser dito já foi colocado em todos os meios de comunicação possíveis, incluindo as redes sociais. Triste ver que ainda estamos divididos e que além dos “assalariados do protesto automático” (a turma da mortadela) ainda temos brasileiros de bem que consideram um golpe o legítimo movimento da imensa maioria do país, que não aguenta mais a falta de governo e a piora em TODOS os setores da vida brasileira. Saúde, educação, transporte, segurança, emprego, em todas as áreas do governo brasileiro estamos a beira do caos. Talvez as “pedaladas” sejam apenas uma desculpa mesmo, mas era só uma questão de tempo para retirarmos os protagonistas desse esquema de poder, quem sabe algemados, do Palácio do Planalto ou do anexo hoteleiro onde se tentou montar mais um balcão de negócios, em mais uma demonstração pública de desprezo pelas leis e pelo mínimo de decência que a vida pública exige. Que venha um novo Brasil, e que aos poucos a limpeza chegue na cozinha e nas áreas menos visíveis do Estado Brasileiro.

Que a esperança geral se confirme e que tanto o Flamengo como o Brasil entrem em uma nova fase, de vitórias e de luta honesta por um futuro melhor.


Pra cima deles, Mengão! Vitória hoje e na quarta feira! 
E fora as quadrilhas, sejam elas de que partido for!

domingo, 13 de março de 2016

Hora de encher as ruas! E os estádios!

Amigos rubronegros, este é um blog para falar de futebol. Ao longo dos últimos três anos falamos muito de Flamengo e eventualmente de alguns grandes temas nacionais, mas sempre evitando o viés político partidário, simplesmente porque existem outros locais para uma discussão saudável desses assuntos. Mas a coisa foi chegando a um ponto que não é possível ignorar a realidade nacional. Mas que fique claro que o Conversa Flamenga não está se manifestando em prol do PSDB ou outro partido oposicionista qualquer. Este texto tem como objetivo fazer a sua parte na grande manifestação do povo brasileiro contra o governo atual e não a favor de qualquer candidato ou partido. A coisa está tão feia que estamos pedindo a queda do Governo sem nem mesmo ter uma alternativa real de poder. Que se faça outra eleição já, e que a podridão dos crimes cometidos pela quadrilha de criminosos que tomou o poder seja levada às barras da justiça. Um governante que vende medidas provisórias, que leva para casa presentes valiosos com que o estado Brasileiro foi presenteado, que oculta um patrimônio graciosamente recebido em troca de favores econômicos ilegais, que tem um partido cujas campanhas foram financiadas pelo dinheiro espúrio de negociatas que destruíram a maior empresa brasileira, que apela para o ódio e a divisão entre brasileiros, não pode esperar nada que não seja o repúdio de um povo que se sente traído ou daqueles que nunca acreditaram na pureza de suas intenções. E não existe saída a vista, dada a incompetência geral deste governo, que perde apoio político no Congresso e popularidade nas ruas. Já vivemos momentos ruins deste país, mas nunca um festival contínuo de más notícias como agora. Escolas a míngua, hospitais abandonados e um discurso vazio que atribui aos “golpistas” os males do país. Que todos esses bandidos sejam presos e condenados, não importa a origem, o partido, a classe social, a cor ou o credo. E que não prosperem também os defensores de “linha dura”, da volta dos militares nem de qualquer violência contra as instituições democráticas. A democracia é imperfeita e falha, mas ainda é a única maneira conhecida de renovar o cenário político do país. Todo apoio ao Ministério Público, que surpreendentemente ainda resiste à disseminação do crime como prática política.

E para não dizer que não falei de futebol... A ausência do Mancuello expôs toda a nossa dependência ao gringo na criação de jogadas e de bons lançamentos. Precisamos não só que ele se recupere, mas que tenhamos jogadores que o possam substituir nessa função. Voltamos a ter dificuldades em marcar, e nossa zaga ainda falha seguidamente. Pela fraqueza dos adversários, nem todas as falhas viram gols contra nós, mas é evidente que contra um time melhor preparado essas falhas podem ser fatais e nos afastar do caminho dos título. Mas o fato é que o Flamengo é hoje um time mais difícil de ser derrotado do que antes. A vinda de Cuellar e saída do Araújo nos fez jogar com onze em campo novamente. Jogadores que se ressentem do esforço muscular são acompanhados e poupados quando necessário. Quem entra (Gabriel, Alan Patrick), se não brilham, pelo menos cumprem o seu papel no esquema bem mais compactado com que temos jogado. Os jovens (Vizeu, Thiago Santos) entram no time com destaque, e outros (Ronaldo, Leo Duarte) recebem suas primeiras chances sem comprometer o esforço geral. Como já dissemos aqui, precisamos ter a paciência que os torcedores de outros times não estão tendo, porque o Muricy, como disse o nosso amigo Douglas, é o verdadeiro 10 desse time!
E vamos que vamos, by Jubertão, abrindo nesta quarta feira uma terceira frente de competição, que é a Copa do Brasil. E sem modéstia, mesmo com as convocações de selecionáveis do Mengão (Guerrero, Cuellar), este ano queremos disputar todos os títulos das competições em que entrarmos!


Pra cima deles, Mengão! A Nação é um conceito que faz a diferença! E nós fazemos parte dela!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A caminho de dias melhores!

Amigos rubronegros, no que pese a minha forte impressão de que o Flamengo está se acertando em campo, tendo feito contra o Flu o melhor primeiro tempo do ano, de novo as notícias extra campo dominam as manchetes. Em parte por falta de entendimento por parte dos torcedores, em parte pela necessidade maluca dos veículos de comunicação de conseguirem “cliques”e audiência.
O Flamengo vai sim jogar os seus jogos em Brasília. Desde que os clubes adversários concordem. E a princípio, nenhum clube de juízo vai dispensar a chance de se exibir na Capital Federal, faturando uma grana extra que não faturaria se jogasse, por exemplo, em Volta Redonda, por conta de uma “rivalidade” contra o Flamengo. O principal opositor ao Flamengo atualmente, nem na série A está. O que será preciso é o Flamengo montar um documento, com regras claras e divisão atrativa das receitas de bilheteria, para que todos os seus adversários concordem com localização do jogo. Depois, encaminhar este documento à CBF para que tudo esteja de acordo com a lei e o regulamento do Brasileirão. A questão do percentual da FERJ é outra história e há de existir outras instâncias para discutir isso. Mas o fato é que a CBF não “vetou” que o Flamengo fizesse suas partidas no Mané Garrincha, a CBF não tem o poder de decretar que isso irá acontecer.  E quanto à pressão da FERJ, o que se faz necessário é criar as Ligas regionais e nacional, de tal maneira que caiba à CBF apenas cuidar da seleção brasileira, já que o modelo instituído até hoje privilegia uma instituição privada a gerir o ativo simbólico mais importante do futebol brasileiro. Mas isso é outra discussão.  O recado é que não há razão para pânico. Que a administração do Flamengo tenha a sobriedade e a seriedade que sempre a marcaram e trabalhe por uma solução definitiva. Que passa obrigatoriamente por um estádio próprio. Tenho certeza de que este é o ano do CT e 2017 será o ano do estádio rubronegro.
Quanto ao time propriamente dito, volto a dizer que o primeiro tempo contra o Flu foi uma beleza de assistir e serviu como uma prévia do que o Flamengo poderá desenvolver este ano com seus 11 melhores em campo. Primeiro que foi uma das poucas vezes em que vimos o Flamengo jogar com 11, sem peças nulas que tocam a bola para o lado e para trás e nada contribuem para um futebol mais bonito e eficiente. Um meio campo com Cuellar, Aarão e Mancuello é tudo de bom. Com este meio campo, um ataque com a rapidez do Cirino,  a capacidade “matadora”de Guerrero e a disposição de Emerson ou a técnica de Ederson tem tudo para funcionar e nos trazer grandes alegrias este ano. Mesmo a zaga, com Cuellar marcando, tende a ser muito mais protegida e atuará menos desguarnecida como vinha acontecendo. Melhor de tudo, contrariando os que diziam que o Muricy não trabalha bem a base, várias declarações do nosso técnico mostram ele falando que precisa dar chance para o Ronaldo e para o Léo Duarte, o Vizeu já teve a sua chance e 2016 deve ser o ano em que mais temos jogadores  egressos da base: Thiago goleiro, Thiago Santos, Jajá, Ronaldo, Dumas, Leo Duarte, Vizeu... e isso para não fala do Kayke (ex-base), do Nixon (quase pronto) e talvez do Mateus Sávio que ainda pode chegar para o Brasileiro e do Jorge que já conquistou de vez a titularidade na lateral esquerda.  É uma mistura perfeita de jovens talentos com jogadores mais maduros como Guerrero, Emerson e Juan. Podem me chamar de maluco ou de otimista exagerado, mas eu realmente confio em que vamos chegar este ano para brigar por todos os títulos das competições que vamos disputar.
Mas vale um aviso: Nós vamos perder alguns jogos pelo caminho. Será preciso ter paciência com a montagem do time pelo Muricy. Nosso CT ainda está em construção, existem times mais ajustados e que preservaram seu elenco e ainda se reforçaram, as viagens cobrarão o seu preço em termos de desgaste, enfim, mesmo perdendo para times ridículos da série B precisamos apoiar o time, o técnico e a diretoria. É claro que vamos discordar e combater escalações que não nos agradem, mas espero não precisar me entristecer como quando o Flamengo teve a sua derrota e já tinha torcedor dizendo que o Muricy não entendi de nada e que tinha que sair. A hora é de maturidade, tanto da diretoria como do torcedor (quando isso for possível, claro!).

A próxima vítima vem aí! Pra cima deles, Mengão!




( assinado junto: DG!)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Clássico é Clássico! E vice versa...

Amigos rubronegros, não vou entrar na polêmica de quem é o autor da frase acima, embora prefira acreditar que foi mesmo o Jardel, que já jogou pelo Vasco, nosso adversário do primeiro clássico carioca de 2016. Mas o fato é que o que parece ser uma grande besteira as vezes tem um quê de sabedoria escondida. Porque o fato é que um Flamengo e Vasco sempre será um clássico, mesmo que apenas 1.900 rubronegros possam comparecer à São Januário. Antes de sair detonando o furico alheio, prefiro culpar primeiro os governos que em tese são responsáveis pela impossibilidade de usar o Maracanã e o Engenhão. Nada me tira da cabeça que esta “obras” são absolutamente desnecessárias e só fazem piorar o estádio. Não acredito que as Olímpiadas precisassem do fechamento destes estádios, assim como não acreditava que a Copa precisaria de tanto investimento em um estádio como o Maracanã, que já havia sido reinaugurado alguns anos antes.
Portanto, mesmo em um campo modesto e sujeito a faltar água, jogar contra o Vasco sempre nos enche de esperança de mais um espetáculo inesquecível. Até porque o respeito precisa mesmo voltar, e a torcida já deve estar de saco cheio de ser a única alegria do time lusitano. No ano passado, apesar da gozação infindável pelo rebaixamento do bacalhau, sofremos derrotas absolutamente improváveis, e acredito que parte dela por causa do estado ânimo do time rubronegro que era absolutamente incompatível com as melhor tradições flamengas. E é exatamente nesse novo Flamengo que depositamos nossas esperanças de enfiar uma sacola de gols nos cruzmaltinos. Quem está assistindo aos jogos do Flamengo já deve ter percebido que mesmo com muitos jogadores que já estavam no time no ano passado, a disposição em campo é outra. Tanto a disposição no sentido de ser um time mais arrumado, como a disposição que só um preparo físico mas elaborado pode permitir. O Flamengo tem chegado ao fim dos jogos correndo e não para mais de apertar o adversário quando faz um gol. Parece que o Muricy está de acordo com a opinião do Zico de que quando o time faz um gol, a hora é de partir para cima e buscar definir o jogo fazendo mais gols. Ainda não é o time nem o futebol dos nossos sonhos, e com certeza ainda precisamos de pelo menos outros dois titulares (zaga e volante) para ter certeza de que o Flamengo vai lutar por todos os tírulos dos campeonatos que participar. Mas não dá para dizer que é o mesmo time, a diferença é muito grande. O que só confirma uma percepção que tenho de que em 2016 a melhor contratação foi mesmo a do Muricy. E a segunda será a conclusão do CT e a adoção dos métodos e do acompanhamento científico dos nossos atletas. Em 2017, Estádio!
Quanto ao adversário, marcando o Nenê e (por incrível que pareça) o zagueiro Rodrigo, o time deles não conseguirá superar o nosso. Mesmo com a arbitragem viciada que temos assistido (e não é privilégio do Rio, em São Paulo a coisa está até pior), hoje é dia de vitória rubronegra. Aliás, superar uma arbitragem tendenciosa é mais um desafio neste campeonato mequetrefe, mas que ainda anima a torcida. Time que quer ser campeão tem que ganhar em campo e fora do campo (preparo físico, muito treinamento e vida de atleta). Acho que neste quesito estamos com nota 10!
Pra cima deles, Mengão! Vamos lá fazer uma sacolada de gols enquanto o vice “versa” em campo... E torcer para que a paz impere em campo e fora dele!