quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Que time é teu?



Amigos rubronegros, já dissemos várias vezes que torcer para o Flamengo é para os fortes. Esse ano já tivemos muitos, mas muitos problemas de desfalques. Em alguns casos, chegamos a duvidar do acerto do departamento médico do Flamengo, pois os jogadores voltavam de uma contusão e saíam de campo com mesma contusão com poucos minutos de jogo. O Nixon, por exemplo, foi corrigir um “problema congênito”, ficou afastado muitos meses e antes de voltar a jogar teve um rompimento do “cabo da repimboca da parafuseta” que simplesmente zerou o ano de 2015  para o atleta. Tivemos contusões graves e repetidas de Samir e Everton, por exemplo. Mas aos trancos e barrancos o time foi repondo peças com as novas contratações e ao mesmo tempo fazendo um saneamento básico, dispensando jogadores que não teriam mesmo futuro na posição para a quais foram contratados, como Thallysson e Anderson Pico.  E algumas contratações foram muito boas mesmo, e o time foi se qualificando, como com Guerrero, Alan Patrick e Emerson. Surpreendentemente Kayke veio para ficar, e já se mostrou útil, a ponto de já existir torcedores pedindo ele e Guerrero juntos. Airton perdeu a disputa para Pará, mas pelo menos temos um reserva para a lateral direita, com algumas falhas de marcação, mas que bate bem nas bolas paradas e sabe colocar uma bola na área adversária.  Armero ainda não mostrou se vai viver machucado ou se vai ser útil para o time. Mas Jorge foi outra grata surpresa, pelo menos para quem não acompanhava o time sub 20, e com ele de titular estamos bem servidos na lateral esquerda. O resumo de tudo isso é que estávamos relativamente confiantes com o elenco para este fim de 2015. Pelo menos para fugir da segunda metade da tabela de classificação do Brasileiro.

Aí veio  a fase “negra” (racismo?) do Buarque e nos convencemos que fugir do rebaixamento era a nossa meta para 2015. Mas, como não há tempo bom que seja eterno nem tempestade que dure para sempre, os 18 jogos de caos aéreo terminaram e com o Oswaldo conseguimos 4 vitórias seguidas, nos colocando DE FATO na disputa por uma das 4 vagas da Libertadores. “Pronto! Embalamos! Rumo a Tóquio! Que G4 nada, quero é título!”. Esses eram os comentários desta última semana, principalmente depois da merecida vitória em cima do fraco time do FluminenB. E para melhorar a expectativa, o adversário é o bicampeão brasileiro de 2013 e 2014, um dos poucos times neste campeonato que tem mais derrotas do que nós mesmos (Só 4 times tem 11 ou mais derrotas, contra 10 nossas) e que vem fazendo um campeonato horroroso. Ah, claro, esqueci é também uma oportunidade de derrotar o recém contratado Mané Fujão Menezes... Já que ele não entende mesmo do nosso time.....Olha a chance aí, gente!

Só que.... e tudo tem um “mas, todavia, contudo”, estamos quase sem time para por em campo! Nunca pensei que diria isso, mas o Marcio Araújo vai fazer falta! Na meiúca, não teremos Massaraujo, Canteros e Everton! Sheik suspenso, Guerrero e Ederson machucados! E o Jorge voltando de viagem, o que causa preocupação porque por alguma ironia do destino, um grande número de jogadores que voltam de seleções retornam mal fisicamente ou se contundem em seguida. Cheguei a ler que o Oswaldo “bancaria” a escalação do Jorge e do Ederson, mas no final a escalação provável é mesmo Paulo Victor, Pará, Wallace, Samir e Jorge; Jonas, Luiz Antonio e Alan Patrick; Paulinho, Marcelo Cirino e Kayke. Talvez seja melhor mesmo deixar o Ederson se recuperar totalmente para contarmos com ele bem no resto do campeonato. Como o Oswaldo melhorou a nossa marcação na defesa, pelo que li saindo da marcação por zona que o Luxa usava para a marcação individual, diferente da marcação mista que o Cristovão usou (e que confundiu os jogadores, segundo palavras do próprio Wallace, um dos confusos), pode ser apenas um cabeça de área mais fixo (Jonas) possa dar certo e conquistarmos uma inédita quinta vitória. Não é impossível, mas é uma tarefa árdua, porque o Cruzeiro é outro time que vinha jogando abaixo do seu real potencial. O Cruzeiro este ano não é candidato ao título, mas está muito longe de estar perto de um Vasco da Gama, por exemplo. Da minha parte, me contentaria com um empate e com uma vaga no G4 no jogo seguinte. Mas vou torcer desesperadamente para enfiarmos uma sacola de gols no time das marias e do Mané Fujão!

Pra cima deles, Mengão!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Aberta a temporada de caça aos cervídeos cariocas!


Amigos rubronegros, continuo com o mesmo pensamento: Time fraco tem que ser derrotado e atropelado mesmo pelo Mengão Rumo ao G4! E o tricolor carioca, com o reforço do Ronaldinho “Isso aqui é Flamengo” Gaúcho e a ausência do Cone de Ouro 2014, Fred, está virando um time cada vez mais fraco mesmo. Perdeu as três últimas partidas e mesmo que as duas últimas tenham sido para o líder e vice líder com campeonato, a anterior foi para o Joinville, que não é nenhuma potência esportiva nesse Brasileirão 2015. Portanto, apesar do placar do ano já estar em 5 a 3 para o Mengão (3 a zero no carioca e um 3 a 2 safado no primeiro turno do brasileiro), é hora de passar o carro, mesmo sem Guerrero e sem Ederson, e trazer mais uma vitória em nossa sofrida caminhada para o pelotão de cima, como diria o nosso Tirador de Sarro Mor, Emerson Sheik (que na verdade se chama Márcio, para quem não sabe).

Diriam os receosos que “Clássico é clássico, e vice versa” – by Jardel, mas como diz o Oswaldo Oliveira, o nosso problema é principalmente de confiança. E eu acredito piamente nisso. Não é que o nosso time seja imbatível ou esteja jogando um futebol esplendoroso. Mas o Flamengo não tinha um time para ficar na beira do Z4. As coisas simplesmente não davam certo e os juízes tiraram muitos pontos do Flamengo no começo do primeiro turno. No próprio jogo contra o Fluminenb, por exemplo, o primeiro gol tricolor de pênalti, nasceu em uma jogada em que o Pará tenta alcançar com o braço o jogador bambi que entrava na área, MAS NÃO ALCANÇA! A queda depois foi puro teatro que o juiz validou como penal. Para quem lembra, naquele dia (estréia do Cristovão no comando da equipe) o Pará estava em seu inferno astral, porque depois do pênalti ainda fez, contra, o segundo gol do tricolor. Naquele jogo terminamos o primeiro tempo com incríveis 71% de posse de bola, e não fosse o pênalti inexistente, pelo menos um ponto teríamos trazido do estádio. Ainda lembrando do jogo, agora para avaliar as fraquezas do adversário, os dois gols do Flamengo foram feitos em jogadas pelas pontas, com cruzamentos (Armero e Cirino) que terminaram em cabeçadas certeiras de Alecsandro e Eduardo da Silva. O time não pode ter uma única jogada treinada, é claro, mas o cruzamento para a cabeçada dos atacantes não pode ser menosprezado como forma de vencer o bom goleiro Cavaliéri.

Cada Fla x Flu tem uma história e para brincar com a ilustração dos nossos “troféus de caça”, lembrei de dois Fla x Flus especiais. Um deles foi a despedida do Zico, em 89, onde vencemos por 5 a zero. Apesar da vitória e do gol de falta do Galinho, sabíamos que ali se encerrava uma era e sensação era de perda. E o Zico ainda teve um Fla x Flu em que a torcida do Flu chamava ele de bichado e ele simplesmente acabou com o jogo, marcando 3 gols no 4 a 1 do placar final. Recorro aos “100 anos de Fla Flu do Globoesporte para encontrar as palavras que descrevem aquele gol: “O Fluminense ganhava por 1 a 0, gol de Washington, aquele do Casal 20.  O empate deixaria os rubro-negros ainda na briga. Leandro soltou o petardo. Paulo Victor ainda tocou na bola. A bola bateu na trave, voltou nas costas do goleiro Paulo Victor e entrou. Era o empate no último minuto.”

Que o Mengão neste domingo de Maraca cheio tenha a garra dos nossos grandes momentos e a inspiração aliada à sorte de quem almeja uma posição melhor! Pra cima deles, Mengão!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O rugir do gatinho xexelento...


Amigos do Conversa, nos últimos tempos fomos obrigados a exercitar a nossa humildade e a aceitar alguns acontecimentos cármicos como se fosse uma constante ou como se este destino fosse inevitável, e o fato é que não é. O Flamengo é muito maior que tudo isso. Não é normal perder 3 seguidas pro Vasquim, nem perder pontos para Sport ou Avaí, ainda que eles se intitulem “Leões”. O “Leão do Norte” (Sport) já foi pro beleléu no domingo, e o próximo é o “Leão da Ilha” (Avaí). A verdade é que tem muito gatinho (xexelento, como diz o Juberto) tirando onda de Leão. São times fracos e que em tese não deviam crescer tanto contra o Flamengo. No primeiro turno, para quem não lembra, esse foi o jogo em que a bola saiu meio metro, e na sequencia o Avaí fez o segundo gol. Não quer dizer que o Flamengo mereceu ganhar, mas também não merecia perder com gol roubado... Ainda lembrando do jogo, esse foi mais um jogo em que o Flamengo do finado Luxa entrou com três volantes e três atacantes, sem meias. E depois colocou o Maia no lugar de Canteros sem que isso mudasse o panorama do jogo. Mas ainda teve duas boas defesas do goleiro azul em chutes de Paulinho e Luiz Antonio, que podiam pelo menos ter nos rendido mais um pontinho. E antes que os defensores do Massaraujo apareçam, ele também esteve em campo nessa derrota, que fez o Flamengo ter mais derrotas (3) do que vitórias (2) contra o time do gatinho azul de Floripa pelo Campeonato Brasileiro.

Pode ser que seja “a maldição das duas vitórias seguidas”, que costuma nos fazer gritar "Rumo a Tóquio" ou a imaginar que temos time para tirar a diferença de 17 pontos para o líder do campeonato, mas a expectativa é boa para este jogo e para a sequencia que nos aguarda. Já publicaram inclusive que em 2009 (ano em que fomos campeões e também perdemos para o Avaí) também estávamos em 10º lugar na 21ª rodada, com os mesmos 29 pontos. Mas quem se preocupar em ir checar a tabela da época verá que o líder Palmeiras estava 11 pontos a frente, com 40 pontos, e não a 17 pontos de distância como hoje. Continuo achando que o G4, depois de mais de 130 rodadas sem a nossa presença, continua sendo possível. Difícil, mas realizável. Para isso é preciso que o Oswaldo não invente e o Flamengo jogue o feijão com arroz com o time que temos. Já vamos bem mexidos para este jogo, com mudanças nas duas laterais, provável mudança na zaga (deve voltar o Wallace) e a ausência dos dois reforços mais badalados, Ederson e Guerrero. Pelo menos vamos com Alan Patrick no meio, esperando que a sua presença continue a melhorar o jogo do Canteros e a fazer a bola passar pelo meio. Aliás, descobriram quem era o “amigo imaginário” do Canteros: era o Pará. No último jogo ele finalmente encontrou o amigo Pará na posição certa  e desse cruzamento saiu o gol do Everton que nos deu a vitória. Ainda não é um futebol exuberante, mas com o que temos dá para ganhar do gatinho com mania de grandeza e avançar na tabela, se Santos e Sport tropeçarem na rodada.  O ambiente vai ser favorável, com a torcida toda a favor e o time precisa dar um presente para o povo que vai lotar o estádio de Natal.
Falando em torcida, vi que na recepção da torcida rubronegra no aeroporto se dizia que “G4 é obrigação”. Sempre defendo o direito do torcedor falar o que quiser, porque cada um sabe os sacrifícios que faz para conseguir torcer e acompanhar o Flamengo jogando. Mas pessoalmente eu acho que obrigação era ganhar do Vasco. G4 é uma meta e um objetivo importantíssimo para 2016. Mas até outro dia eu estava fazendo conta para chegar nos 45 pontos, não consegui entrar ainda na euforia do “G4 obrigatório”. Prefiro que o time vá galgando posições, sem alarde, aos pouquinhos, mas sendo armado para cada jogo, driblando os desfalques e conseguindo produzir o máximo com os jogadores que estão disponíveis.

Vale fazer uma nota de apoio para o Kayke, que mesmo perdendo um gol por meio dedo, parece ter entrado bem no time e que demonstrou que pode mesmo ser útil nesse momento sem Guerrero, com Paulinho ensaiando uma volta aos seus melhores momentos e com Cirino ainda Girino. Na minha escalação Jonas não esquentaria jamais o banco para Marcio Araujo, mas como o time vem de 6 pontos conquistados, vou deixar em paz os amigos que elogiam o Caramujo e que veem nele mais bola que o Canteros, que vinha mal mas se recuperou na última partida. Para mim, um típico caso de má companhia. Não pela vida de baladas, mas dentro do campo mesmo. Canteros é um jogador importante e espero que ele melhore a cada jogo, diminuindo o risco das bolas aéreas chegarem na nossa área. Com a saída do Cáceres, acredito piamente que a dupla de volantes que vai ser titular será mesmo Jonas e Canteros. Só é preciso fazer um trabalho psicológico com o Jonasteiger, para que ele seja mais malandro e não faça faltas tão acintosas, principalmente se estiver ao lado do árbitro. Quem viu jogar diz que o Pelé batia igual gente grande, mas ninguém lembra disso, só das grandes jogadas. Porque ele sabia como  fazer falta, quando era preciso. É o que “falta” ao Jonas.


Pra cima deles, Mengão, e vamos fazer o Leão miar e usar o couro dele para fazer tamborim na festa da vitória!


sábado, 29 de agosto de 2015

Caos Aéreo na defesa do Mengão


Amigos Conversantes, depois de mais uma ressuscitação do já mal cheiroso bacalhau, temos pela frente outra parada dura, que é vencer o Sport em casa. E o jogo promete, pelas declarações raivosas do jogador do Sport, Diego Souza, no final do primeiro jogo, que aconteceu no último 17 de maio, no Maracanã. Não custa lembrar aos amigos que como eu tem dificuldade de lembrar dos detalhes de cada jogo depois de mais de 20 jogos de intervalo, como foi a partida, que terminou com o mesmo Diego Souza no gol, face a contusão do goleiro do time de Pernambuco, ocorrida quando as três substituições já tinham sido feitas. Em pleno Maraca, no último minuto do primeiro tempo, o provocador camisa 87 do rubronegro genérico marcou, o que nos fez levar uma desvantagem no placar para o intervalo. Desvantagem que foi aumentada para dois a zero e que só conseguimos anular no final do jogo, aos 51 minutos. Quem lembra do jogo vai lembrar que tentamos muito o gol, mas nosso ataque não funcionava bem. Acabamos marcando com Canteros (autor do pênalti que originou o primeiro gol), que recebeu uma bela bola de Alecsandro e com Everton, após uma escorada de bola do Eduardo da Silva no cruzamento de Pará. Nem vou discutir a reclamação de falta de fairplay do nosso time na jogada que originou o gol porque esse pessoal campeão da Série B de 87 tem mania de falsear os fatos e tentarem igualar a grandeza com a mentira.
O fato é que nos dias seguintes reclamamos muito da ineficácia do nosso ataque neste jogo, mas o que poderia nos ajudar no ataque deste jogo de domingo (a efetividade do Guerrero e do Ederson) não estarão em campo. E os que fizeram ou participaram do resultado do primeiro jogo (Eduardo da Silva e Alecsandro) também não estarão em campo. E o jogo é lá. Não dá vontade de dizer que o empate é bom negócio?
Mas com o Flamengo, as surpresas não terminam nunca. Foi assim contra o Santo André, com o América do México e contra o Vasco em 2015. Me lembro destes 3 desapontamentos, mas sou capaz de lembrar de muitos momentos de alegrias e surpresas boas. Como o gol de Nunes em 80, o de Pet em 2001, o de Andrade na devolução do 6 x 0 contra o Botafogo, o de Angelim em 2009. Dá texto para mais de uma coluna, e na verdade já existem muitos livros falando disso, só lembrando as muitas alegrias que o Flamengo já nos deu, tanto para os mais velhos como para a garotada que curtiu o Imperador e PET em 2009. Portanto, não vou ficar chorando o resultado deste corporativismo carioca, que faz do confronto contra os times cariocas os únicos jogos em que os Vascaínos conseguem ter alegrias, neste fatídico ano de 2015. Bola pra frente, que o Oswaldo encontre um time que ajuste esta defesa (7 gols de cabeça em 7 jogos, segundo dizem os que não enjoaram de contar), que dê consistência ao meio campo (fazendo a bola passar por ele e não por cima, como tem acontecido, DE NOVO!) e que encontra um ataque que finalize certo as oportunidades que tivermos. E que desta vez a surpresa seja boa.
De bom, a volta do Alan Patrick, que mesmo sem ser brilhante deu muito mais fluidez ao nosso meio campo. De ruim, além dos desfalques de Guerrero e Ederson, a provável manutenção do titularíssimo Massaraujo, que nenhum flamenguista consegue explicar. Aliás, agora surgiu a novidade “ele está melhor que Canteros e merece mais estar em campo”. Isso me deixa pensando que eu entendo mesmo cada vez menos de futebol...
Agora, de ruim mesmo, e que já se tornou inaceitável, é o “caos aéreo” na defesa do Flamengo. Se tiver que tomar gol hoje, Flamengo, que seja por baixo das pernas do Paulo Victor, mas acertem essa cobertura aérea, que ninguém aguenta mais. A ponto de não sabermos mais quem é o culpado: Já foi o Cesar que não orientava, no último jogo o Pará que não acompanhou, de outra feita o Wallace que bobeou, o Cesar Martins que não pulou, o Samir que escorregou... Não sou o treinador, mas o time tem o Jaime que foi zagueiro, tem o Oswaldo que é bem pago para isso, é preciso acabar com essa peneira que faz cada escanteio ter  mesma emoção de um pênalti contra nós!
Pra cima deles, Mengão.

Em tempo: Em algum momento vamos falar de eleições, da volta do Biscotto e de outros assuntos extra campo. Mas primeiro vamos ver o time disputar “a parte de cima da tabela”, como virou moda falar, porque estamos a 7 pontinhos do G4, mas estamos ainda a apenas 5 da Z4...


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Passando o trator no bacalhau!

Amigos Conversantes, tem certos jogos que são, merecidamente, chamados de “o jogo do ano”. Esse encontro com o bacalhau é mais um deles. Primeiro porque nos habituamos a tal ponto com a freguesia vascaína que temos uma dificuldade enorme de acreditar que neste ano já perdemos três vezes para este timinho de segunda. E em SEGUNDO lugar, o Vasco (rimou...) está merecendo mesmo tomar uma piaba rubronegra. Ainda mais com mais de 30 mil ingressos já vendidos e vindos de uma vingança “na medida” contra os Bambis paulistas. Esse segundo semestre tem tudo para se tornar o “semestre da vingança”, no qual podemos ir devolvendo cada resultado ruim do primeiro turno, e em uma partida só, devolver ao Vasco o desgosto da derrota justamente no momento mais importante, que é o de definição da vaga na Copa do Brasil.

Olhando do ponto de vista “histórico, estratégico e financeiro”, a vitória contra o rival lusitano mantém acesa a esperança de classificação pelo caminho mais rápido para uma vaga na Libertadores, o que é fundamental para as nossas pretensões em 2016. Afinal, está todo mundo acreditando que no ano que vem o time será ainda melhor e que estaremos aspirando aos títulos dos campeonatos que disputarmos, certo? E não é a Copa Sul Minas que vai nos dar a alegria desejada. Como disse em outra coluna, se o Flamengo tiver que sair de campo sem a vitória, que seja contra times que estão melhor armados, ou que tenham um elenco superior e bem treinados. O que não é o caso do Vasco.

Podem achar que estou cobrando muito, ou sendo presunçoso, mas esta é a terceira chance do ano de ATROPELAR o bacalhau. De passar o trator em cima dos jogadores que tem o Furico como Presidente e porta voz! Chega de perder por incapacidade de fazer um golzinho e da bobeira de tomar um gol besta. Vamos partir para cima com quase tudo que temos, Emerson e Guerrero no ataque, provavelmente Paulo Victor no gol, se Deus quiser e São Judas Tadeu ajudar, com Jorge na lateral, com Ederson dando o tom de um meio campo que toca a bola e não fica vendo a bola passar por cima da defesa direto para o ataque... Enfim, é o dia e a hora de fazer valer a mística rubronegra e conquistar uma grande vitória, fazendo valer a pena a viagem do torcedor que sairá do estádio quase à meia noite para o longo retorno para casa, e fazendo a alegria dos rubronegros que precisaram fazer uso do sucesso alheio para fazer piada com os vascaínos. De quinta em diante, quero o meu Vice de volta. Pelo menos até o jogo do segundo turno do Brasileirão, porque tudo indica que em 2016 o Vasco vai estar em outra divisão do Brasileirão. E aí vai bater a saudade do nosso eterno Vice...

Portanto, Esquadrão RubroNegro, como disse o Guerrero antecipando o placar, entrem em campo em busca da vitória que é necessária, possível e merecida! Doem cada gota de suor e sangue, enfrentem com bravura a pancadaria que deve vir, mas não decepcionem a massa que estará lá presente, ou a massa maior ainda que estará em frente a seus televisores, em casa e nos bares, sozinho ou com os amigos, torcendo desesperadamente por vocês em campo e pelo Flamengo acima de tudo! E busquem os 3 a zero, ainda que dois gols de diferença já sejam suficientes. Ajam como diz o Zico: Meteu um, vai atrás do segundo, do terceiro. Ou como disse o mesmo Zico nesta semana pro Guerrero: Vai lá e mete gol neles!
Pra cima deles, Mengão!