sexta-feira, 10 de abril de 2015

O bacalhau virou carne de vaca...


Amigos rubronegros, não tem como começar uma nova coluna sem falar do último jogo. Agora que a raiva já passou, me permito saudar a cachorrada e cumprimenta-los pela conquista da charmosa Taça Guanabara. Ganharam merecidamente o título, e para um time que acabou 2014 despedaçado, rebaixado, com contas e salários atrasados, e trocou o time todo, foi mesmo uma vitória muito saboreada. Parabéns ao alvinegro, que conseguiu chegar no fim dos 15 jogos rigorosamente empatado em tudo com o Mengão: Pontos Ganhos, Saldo de Gols, Gols Marcados e Número de Vitórias. Foi vencedor o Botafogo por conta daquele gol marcado justamente contra o Flamengo, que levou nosso time à única derrota do campeonato e do ano. É claro que nenhum rubronegro ficou feliz, mas não dá para chorar em cima do leite derramado. Temos um time formado, que lutou contra desfalques praticamente o campeonato inteiro, e mesmo com a limitação de números de jogadores, entrou em campo nas quinze rodadas para vencer o adversário. Tivemos um acidente de trabalho (Alecsandro no gol) no empate contra o Macaé, outro empate contra o Madureira que provou ser um time complicado de vencer, e que quase foi finalista e... o tal último jogo. A verdade é que demos um azar infernal. A bola rondou a linha do gol pelo menos 15 vezes e não entrou! Talvez resida nisso a beleza do futebol, preconizada pelo personagem “Sobrenatural de Almeida” de Nelson Rodrigues. Vamos em frente, sem chororô, que aqui é Flamengo.

Para o jogo do domingo, me lembrei de uma expressão que eu aprendi nestes vinte anos de capital paulista. Quando alguma coisa aqui se torna comum, repetitiva e costumeira, diz-se que “virou carne de vaca”, por ser esta a proteína animal mais consumida do Brasil (quem achar que era a de frango está enganado, pesquisei para ter certeza, rsrsrsrs). Assim, ainda no campo do consumo animal, comer o bacalhau cruzmaltino “virou carne de vaca”. Nem vou repetir aqui os anos, as partidas e os gols da vantagem rubronegra, já fiz isso na coluna que antecedeu a nossa vitória do turno. Se não fosse pelo sabor extra de comer o bacaiau véio do Furico, nem tinha mais graça... Mas como o campeonato parece ter sido feito sob medida para o Vasco ser beneficiado, ver o plano maquiavélico dar “com os burros nágua” é especialmente delicioso. Pena que serão dois jogos. Por mim a semifinal devia ser em jogo único, sem vantagem para ninguém, com prorrogação e disputa de pênaltis, se necessário. Imagino que a necessidade de arrecadar para encher o cofre da Federação fale mais alto. Mas já que é assim, espero duas vitórias contra o time de São Januário. Uma pena também que somos obrigados a cruzar com o Vasco agora, impedindo a Cruz de Malta de ser Vice de novo. Mas quem sabe não tenhamos um Fla Flu na final, justamente os dois únicos times que tiveram a hombridade de se levantarem contra a poderosa e caquética federação que dirige o futebol do Rio? Seria a glória!

Quanto ao time, temos alguns retornos importantes, mas nada me tira da cabeça que deixaram o julgamento do Paulinho e do Pico mais para a frente justamente para nos ferrarem na outra semi, ou mesmo nas finais. Pode ser mera Teoria da Conspiração, mas depois dessa suspeitíssima suspensão do nosso treinador, não duvido de mais nada. Acredito que vamos de Paulo Victor, Pará, Bressan e Wallace, Pico, Jonas, Canteros e Marcio Araujo, Cirino, Everton e Alecsandro. Com possibilidade de entrarem Maia e Gabriel. Mas não importa muito tanto assim a escalação. O que importa é que o ataque funcione e marque gols. Em número maior do que o Vasco possa fazer. Simples assim. E sem o azar do último jogo. Aliás, li muito sobre falta de raça, de sangue e de empenho. Revi o jogo, respeito as opiniões diferentes, mas acho que simplesmente não tivemos competência para superar a má sorte. Que isso tenha acabado e que consigamos uma grande vitória neste primeiro jogo!


Pra cima deles, Mengão! 
Vamos ser campeões, vamos Flamengo!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Vencer ou Vencer (Eclipse da Mediocridade)


Amigos rubronegros, quem “acumula experiências” (maneira elegante de dizer que está ficando mais velho) por vezes precisa contar para os mais novos o significado histórico das coisas. A Taça Guanabara tem seu nome oriundo do Estado brasileiro que existiu de 1960 a 1975, o Estado da Guanabara, quando se fundiu com o antigo Estado do Rio, dando origem ao atual Estado do Rio de Janeiro. Foi a única cidade-estado do Brasil, pois sua abrangência geográfica coincidia com os limites da Cidade do Rio de Janeiro, fazendo fronteira com o Rio Guandu a oeste, incluindo a Ilha do Governador e Paquetá na baía da Guanabara e tendo a Serra do Gericinó e os bairros de Pavuna e Irajá ao norte. O Estado da Guanabara foi uma solução política para o iminente esvaziamento econômico do Rio, em função da transferência da capital do País para Brasília. Antes, a Cidade do Rio era chamada de Distrito Federal , por abrigar a capital do Brasil de 1763 a 1960.

Nas 50 edições disputadas, o Flamengo é o maior vencedor, com 20 conquistas, contra 11 do Vasco, 9 do FluminenB e 7 do Botafogo. O que se espera é que nesta quarta os rubrunegros possam comemorar sua 21ª Taça Guanabara. Apesar de só depender de si mesmo para sagrar-se campeão, só a vitória interessa ao Mengão, pois uma simples vitória do Botafogo o coloca, em caso de empate do Flamengo, empatado em todos os demais quesitos (saldo de gols, números de gols pró, números de vitórias). Mas eu nem devia estar falando de empate. Vamos jogar contra o lanterna do campeonato e mesmo com apenas 17 jogadores disponíveis para serem escalados, o Flamengo não deve ter dificuldade para vencer o Nova Iguaçu. Só que futebol é uma caixinha de supresas (frase nova...) e para não correr riscos o negócio é garantir o resultado no primeiro tempo e administrar o segundo tempo já de olho nas semifinais.

A vitória esperada, de certa forma, deve eclipsar o papel desses dirigentes inescrupulosos que passaram a semana dando declarações idiotas, enquanto o futebol que é bom mesmo, fica em segundo plano. Que venha de volta as grandes jogadas, os gols bonitos, os dribles maravilhosos, os cruzamentos certeiros e os lançamentos milimétricos. E que fiquem em segundo plano quem resolve falar do técnico do Flamengo, do jogador tricolor e da competência do Luxa em analisar a conistuição do Brasil, enquanto nenhuma palavra é proferida para explicar como é que o vasquim toma 5 gols da Cabofriense e precisa de 3 penaltis para chegar perto no placar. Ou do dirigente que diz que o tribunal não é a Federação, que a FederaÇão não pune ninguém e blá, blá, blá. Quem será que ele acha que convenceu com este discurso ridículo? Não vejo a hora de faturar a Taça Guanabara e depois o Cameponato Estadual, contra tudo e contra todos, para provar que futebol se ganha mesmo é dentro do campo. A menos que o FluminenB possa entrar com recursos...

É isso aí, moçada. Vamos para cima do New Iguaçu, provavelmente com Wallace e Marcelo na zaga, Pará e Pico nas laterais, Jonas e Luiz Antonio no meio, e talvez Gabriel, Cirino e Alecsandro na frente. E com grande chance de entrar o Jajá, jovem promessa da base que esperamos que tenha a mesma estrela que o Matheus Sávio, outro que pode entrar no decorrer da partida. Tudo pronto para uma grande vitória, e para mais um título na nossa galeria de conquistas.


Vamos lá, Mengão! Vencer ou Vencer!


quarta-feira, 1 de abril de 2015

A Arte da Guerra


Amigos rubronegros, estamos em guerra. Alguns podem até dizer que para quem nasceu flamenguista estamos em guerra sempre, pois tudo para nós é mais difícil, mais sofrido e mais emocionante. Mas o fato é que uma punição ridícula ao Luxemburgo em um dia e o início de outra investigação também por declarações à imprensa, no dia seguinte, apenas evidenciam o que já parecia ser verdade: Há uma má vontade explícita da Federação contra o Flamengo. Pior, esta disposição não tem freios éticos nem mínimos escrúpulos de dignidade. Aliado ao presidente do Vasco, farão tudo para prejudicar o Flamengo, em campo e fora dele. Nem o fato do Flamengo ser o “enche cofre” da entidade diminui o descaramento e a belicosidade dessas figuras patéticas, que seriam anacrônicas se não estivesse o país todo passando por uma Era de Escândalos e de Impunidade. Como consolo, mesmo sabendo da dificuldade de se lutar contra o Golias da tirania e da intolerância, nosso clube, através de sua diretoria, vem mostrando a sua cara, definindo um posicionamento correto, estressando todas possibilidades jurídicas e não deixando nenhuma ofensa sem resposta. Haverá um momento em que a justiça prevalecerá, e que os bandidos travestidos de dirigentes serão todos afastados dos clubes e das entidades. Ou morrerão abraçados com elas, nascendo uma nova liga ou uma entidade decente, que represente de fato o futebol do Rio de Janeiro.

Já que falamos de guerra, vamos voltar para o campo de batalha, que é o gramado do Maracanã. Para isso me vali de um ensinamento antigo, de Sun Tzu, general e filósofo chinês que viveu cerca de 500 anos de Cristo e que é considerado o pai da estratégia militar, por ter eternizado seus ensinamentos em um livro clássico, "A Arte da Guerra". Com a transformação do mundo dos negócios em uma verdadeira guerra de estratégia, as frases de Sun Tzu ganharam o mundo, fazendo parte hoje da literatura obrigatória dos executivos de todo o mundo. Com um pouquinho mais de boa vontade, podemos aplicar estes ensinamentos a todas as formas de competição, e quem tiver curiosidade, vale ler o livro, que tem 13 capítulos com as principais estratégias desenvolvidas pelo general filósofo, ou pelo menos procurar na Internet pelas principais frases sobre táticas e estratégia. Pois Sun Tzu nos ensina que “a invencibilidade está na defesa, mas a possibilidade de vitória, no ataque”. O que significa que se formos muito bem na defesa, não levaremos gol, e portanto não seremos vencidos. Mas só atacando (e marcando, claro) é que conquistaremos a vitória. Parece óbvio, mas encerra uma decisão que o nosso técnico precisa tomar.

O FluminenB não está disputando a Taça Guanabara conosco. Tem 28 pontos conquistados e 6 por disputar. Botafogo, Vasco e Madureira tem 30 pontos e só uma combinação extremamente improvável de resultados poderia levar o Flu à liderança (e consequentemente à conquista da Taca GB) ao fim das 15 partidas desta fase. Portanto, o Flu luta para desbancar os outros 3 concorrentes, sabendo que Madureira e Botafogo com certeza tirarão pontos um do outro. Assim, para o Flu, só a vitória interessa. Ou seja, eles vão ter que vir para o jogo e devem começar tentando abafar o Flamengo, animados por terem feitos 4 gols no último jogo, ainda que contra o fraco time do Barra Mansa. E é nesse raciocínio que mora o perigo. Em alguns momentos do jogo contra o Bonsucesso achei que o Flamengo estava esperando o adversário sair para contratacar. Gente, era o Bonsuça! Era para partir para cima do primeiro ao último minuto! Se o Luxa resolver “esperar” o Flu em seu campo, corre o risco de levar um gol e nos levar ao desespero. Portanto, para ganhar só se atacar! Que o Luxa não desperdice o que temos de melhor que é o nosso ataque rápido, com Cirino e Cia, e ganhe o jogo na inteligência e malandragem. Deixando o tricolor ficar nervoso, pois é ele que tem a obrigação de dar uma satisfação à sua torcida, pelo menos ficando entre os 4 finalistas.

Mas, tudo na vida tem um contraponto, uma antítese que se opõe à tese e que gera uma nova síntese. Esta coluna está sendo escrita na noite de quarta feira, e o time que treinou hoje deveria tirar completamente o meu receio do parágrafo anterior: Paulo Victor, Luiz Antonio, Bressan, Wallace e Pará; Márcio Araújo, Mugni e Eduardo da Silva; Paulinho, Marcelo Cirino e Alecsandro. Não há dúvida de que é um time ofensivo. Só que me parece “ofensivo até demais”. Ou “defensivo de menos”.... Com um meio formado por Marcio Araújo, Mugni e Eduardo da Silva, QUEM VAI MARCAR NESSE TIME?

Quero acreditar que as experiências do Luxa neste treino não sejam a sua real intenção. Ainda rezo pela recuperação de Canteros e Jonas, porque a última coisa que espero neste Fla x Flu é “dar mole” para o tricolor. O Maracanã vai estar lotado, entusiasmado e essa torcida merece uma grande exibição e uma vitória! Que o medo de perder não nos tire a vontade de vencer! Para cima deles, Mengão!




sexta-feira, 27 de março de 2015

Busão do Mengão na luta pela Pole Position

Amigos rubronegros, para quem gosta de Fórmula 1, voltaram as emoções do campeonato de 2015, por enquanto com as provas da madrugada, um verdadeiro teste de fidelidade dos aficcionados, pois não é fácil encarar uma semana de trabalho e depois ficar acordado as 3 da madrugada de uma sexta feira para ver um simples treino classificatório. Mais ou menos como no Carioquinha, onde 15 jogos servem apenas como preparação para os jogos verdadeiramente importantes. Mas na F1 as corridas estão meio sem graça porque quem larga na frente não é mais alcançado, de forma que a sessão classificatória acaba tendo alguma emoção porque sempre pode acontecer alguma supresa (difícil, mas ainda com mais chance de acontecer do que na corrida mesmo). No nosso estadual, a fase inicial pelo menos vale uma Taça, que já foi mais valorizada e disputada com turno, semifinais  e finais, e hoje se apresenta como um mini campeonato de pontos corridos. Portanto, estamos fazendo estes jogos todos apenas para disputar a pole position para os jogos finais, mas temos a responsabilidade de lutar pela Taça Guanabara. Animem-se, rubronegros! Falta o jogo contra o Bonsuça, o Fla X Flu e o Nova Iguaçu.

Para garantir este lugar de destaque na largada das semifinais, vamos precisar tirar os gols de diferença, o que pode acrescentar alguma emoção nesta reta final. E como temos dito, fazer gols com este nosso ataque é sempre um bom prognóstico, porque Marcelo Cirino e Alecsandro não tem decepcionado a galera. Continuo achando que falta meia nesse time, mas quando o time vem de 6 vitórias seguidas fica impossível de cornetar o Luxa. Até o Marcio Araujo eu já começo a aceitar como uma espécie de penitência, de compensação pelos outros jogadores que são escalados e que fazem parte do meu time ideal. Fico imaginando a hora em que pudermos ter um ataque com Cirino, Paulinho e Everton, todos em forma e sem lesões. Se tivermos um bom meia deixando estes jogadores em condições de marcar, vai ser o melhor ataque do Brasil!
De novo estamos sem vários jogadores (Everton, Bressan, Cáceres, Samir, Nixon, Jonas) e de novo o Luxa vai ter que quebrar a cabeça para escalar o time. Pelo que vem acontecendo nas escalações do Luxemburgo, aposto em um time com os dois laterais titulares do Luxa, Pará e Pico, Paulo Victor no gol, lógico, e uma zaga com Marcelo e Wallace. O ataque deve ter Alecsandro e Gabriel ao lado do Cirino e o meio deve mesmo ser composto por Marcio Araújo, Canteros, que volta de suspensão e Luiz Antonio. Se o Luiz Antonio jogar pela meia direita (o Márcio Araújo andou jogando por ali) pode ser uma boa chance dele mostrar o bom futebol que ele vinha desenvolvendo no final de 2013, antes de entrar nas armadilhas da vida. Vejo que ele tem jogado sério, se esforçando e comecei a torcer que ele reencontre o seu bom futebol, superando esta bronca que a torcida não consegue esquecer pelos seus “vacilos” fora do campo.

Quanto ao adversário deste sábado, por mais que todo time mereça respeito, porque o futebol tem muito mais chance de supreender do que a F1, por exemplo, o Bonsucesso fez apenas 6 gols no campeonato, e levou 14. Hora boa de enfiar a goleada que não veio contra o Bangu, e livrar vários corpos de vantagem na corrida pelo saldo de gols. Botafogo e Vasco, que hoje dividem a liderança conosco em número de pontos ganhos, podem muito bem empatar neste domingo, ou se houver um vencedor, dificilmente será uma goleada, o que nos dá uma excelente oportunidade de não só conquistar a liderança como até abrir alguma vantagem.

Vamos para cima deles e depois temos uma semana inteira para recuperar os jogadores que pudermos para o clássico contra o time tricolor. Ao que parece a lesao do Everton foi menos grave que a anterior, e a contusão do Artur está começando a ficar misteriosa, já que não foi constada mais nenhuma lesão, e só se fala de “desgaste” muscular, coisa que eu confesso que tenho dificuldade de entender em um jogador de 22 anos que só fez 7 partidas (a maioria com menos de 90 minutos em campo) neste ano. Tomara que não vire moda, pois já começaram a chamar o jogador de chinelinho nas redes sociais.


Vamos lá Mengão, Velocidade, Intensidade e Mudança de Direção para cima do Bonsuça!