terça-feira, 10 de março de 2015

Copo meio cheio ou meio vazio?


Amigos rubronegros, todos vocês já devem ter lido a história do otimista que vê o copo meio cheio e do pessimista que vê o mesmo copo meio vazio. Um amigo uma vez me disse que se o copo for de cerveja ele está meio vazio e precisa encher. Se for de água, cuidado, água enferruja... Brincadeirinha, água é importante para o corpo. Mas o fato é que as pessoas tendem a ser otimistas. E juro que não é invenção minha. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, afirma que “nossos neurônios são eficientes ao armazenar as expectativas boas, mas falham ao incorporar informações ligadas às expectativas ruins”. Na verdade, dizem que pelo menos em 80% das pessoas é assim que acontece. Segundo outra pesquisa, da Universidade de Essex, isso pode acontecer por conta de um gene, denominado “5-HTTLPR”, que faz as pessoas enxergarem melhor as coisas boas. Quem tem problemas com este gene, por exemplo, é mais propenso à depressão. Todo este intróito pseudo científico é apenas para dizer que o “5-HTTLPR” dos rubronegros anda rateando, falhando, mas logo se conserta sozinho. Ou seja, a mudança de humor e das expectativas muda como o vento da tarde. Pessoalmente me vejo no grupo dos 80%, sempre otimista, mas de vez em quando bate um baixo astral, fico achando que o Luxa se perdeu, que a pre temporada foi perdida...
Aí o gene dá uma espreguiçada, acorda e eu penso que vencer o Volta Redonda é obrigação, que vamos ter a volta do Everton, que o Bressan vai jogar bem, que o Maia vai fazer uma jogada linda e dela vai nascer um gol, que o Marcio Araújo vai ficar no banco, que o Cirino vai se consagrar este ano, que ainda temos o Paulinho quase voltando, que o Luxa está só testando mas já tem um time base na cabeça, que ele só não colocou o time base porque as contusões atrapalharam.... Enfim, volto a ser otimista!


Olhando a tabela do campeonato, esse jogo contra o Volta Redonda é importantíssimo para o nosso futuro e não podemos nem pensar em empate, muito menos em derrota. E se alguém com defeito no gene do otimismo me disser que este campeonato não é importante, vou logo dizendo: Se o Flamengo entrar no Sub Zero, campeonato de espermatozóides, sou Flamengo e não abro.Também acho que o Campeonato foi esvaziado, que o Euvice e Roubinho jogam contra o patrimônio, mas não quero nem saber. Se tem Flamengo entrando em campo, quero ganhar e ser campeão. Portanto, para faturar a Taça GB (1º lugar da primeira fase de pontos corridos), precisamos torcer para o Botafogo empatar pelo menos uma vez (nada impossível para quem ainda tem 7 jogos), fazer um monte de gols para manter um saldo mais favorável que o Bota, e ganhar todos os demais jogos, incluindo Vasco e Flu. Simples assim. E não seja chega a ser tão difícil.. É só o Luxa não inventar muito, voltar ao esquema de velocidade matadora, alimentar bem o nosso ataque com bons passes e lançamentos, não alimentar o Pico e começar a repetir um time sem MA... 
Pra cima deles Mengão!


sexta-feira, 6 de março de 2015

O milho piruá


Amigos rubronegros do Conversa Flamenga, dizem que aquele milho da pipoca que teima em não abrir, por mais que deixemos a pipoqueira no fogo, é chamado de milho piruá. Por extensão, acaba sendo a forma pela qual nos referimos às pessoas que não aprendem e insistem em suas teimosias. Não tem pouco tempo este espaço estava elogiando a evolução do Luxemburgo, ao futebol moderno que vínhamos apresentando, ao tal trio de “velocidade, intensidade e mudança de direção”. Veio o empate contra o Madureira, a vitória difícil contra o Brasil de Pelotas e a derrota contra o fraco time do Botafogo. Não se trata de cornetar, mas torcedor é assim mesmo, quando para de ganhar o grito sobe. E se além disso ainda jogar um futebol feinho, pior ainda. Agora imaginem quando perde, o futebol é ruim e a sensação é de que andamos para trás?
Este espaço não quer fazer perseguição a nenhum jogador. Entre os frequentadores existe quem aposte no Artur Maia como talento e quem acha ele fraco e quem nem merece vestir o Manto. Existe quem defenda o Luis Antonio na lateral direita, quem ache que ele só joga bem na meia direita e quem só chama ele de Processinho, por conta da canalhice daquele imbróglio que o jogador arrumou no começo do ano passado, justamente quando tinha ido tão bem na Copa do Brasil de 2013. Esses últimos não querem o jogador no time nem pintado de rubronegro. Ou seja, nenhum jogador (ou quase nenhum) é unanimidade neste elenco. Até o Cirino, sem dúvida a grande contratação deste ano, tem gente que aposta que ele vai se adaptar como centroavante e tem gente que só vê efetividade nele caindo pelas pontas. Resumindo, os “pontos de encontro” da torcida nas redes sociais trazem consigo a própria dinâmica da torcida real, ou seja, tudo pode ser questionado e nenhuma opinião é a mais certa de todas. Mas tem um ponto, um único pontinho, que ninguém consegue entender: Qual a razão da titularidade absoluta do Márcio Araújo? O que esse jogador faz de tão maravilhoso para barrar Cáceres, Jonas, Maia, e qualquer outro que se aventure a ser cogitado para este meio campo do Flamengo?
Pode ser que apareça por aqui algum defensor extremo do nosso Messi Caramujo, mas posso afirmar, sem medo de errar, que mais de 90% do que leio sobre este jogador nos blogs e redes sociais, não explicam essa titularidade. Quando o Luxa escalou o jogador no lugar do Cáceres, eu imaginei que era uma adaptação à pouca necessidade de jogadores com maior poder de marcação quando nossos adversários eram teoricamente mais fracos. Mas aí o Caceres voltou ao time e o escolhido para sair foi o Maia, que, pelo menos ao meu ver, é uma das poucas esperanças de ter um jogador mais habilidoso nesse meio campo. Agora o Jonas vem se revelando um jogador promissor, pois marca bem, sabe sair jogando, passa com acerto e ainda chuta forte de fora da área. Mas o que é anunciado é que ele sai do time. E o Araújo fica!

Como disse, a intenção desta coluna, que precede o jogo deste sábado contra o Friburguense, não é fazer carga contra o atleta, que merece o nosso respeito como todos que envergam o Manto. Mas é contra o tipo de futebol que nós apresentamos com ele em campo. As vezes ele até se coloca bem, e se fomos campeões cariocas no ano passado devemos ao gol roubado-mas-gostoso feito por ele. E ele até aparece bem, as vezes, toca a bola com fluidez... Mas nada isso costuma resultar de fato em gol ou em alguma jogada para a frente. Contem os passes desse jogador em uma partida, e sou capaz de apostar que mais da metade é para os lados, ou para trás. Lembra a “enceradeira”, como era chamado o Zinho, que tinha muito, mas muito mais técnica que o nosso bravo Araújo. Não consigo entender a razão de ele nunca fazer parte das experiências ficando fora do time. Escuto uma gritaria danada dos torcedores, e o Luxemburgo parece convencido que o zum zum é sem sentido. É teimosia ou persistência, Luxa?

Vamos pro jogo sem Samir (esse é outro que está precisando mandar bater “10 réau” de tambor para afastar a urucubaca), sem Everton, sem Maia e pelo visto também sem poder escalar o Nixon. A provável escalação do Flamengo deve ser mesmo Paulo Victor, Pará, Wallace, Bressan e Anderson Pico; Márcio Araújo, Canteros e Mugni; Eduardo da Silva, Gabriel e Marcelo Cirino. Confesso que minha expectativa com o Mugni é cada vez menor. Pode ser que o tal “efeito Conca” ainda aconteça, mas cada vez que ele pega na bola fico com medo de ele perder e nós sofrermos um contrataque. Ainda não senti firmeza no Bressan e ficaria mais tranquilo com o Marcelo em campo, ou até com o Frauches, que parece que virou reserva do reserva da lateral. Mas o ataque é bom e estou confiante em mais uma vitória que mantenha nossas chances de ir para as finais e quem sabe até ainda sonhar com a Taça Guanabara, porque nada garante que o Botinha ainda não tenha um empate e uma derrota pelo caminho.


Que São Judas Tadeu ilumine o nosso técnico e que ele limpe esse ouvido, porque nós não vamos parar de gritar: Pra cima deles, Mengão!



terça-feira, 3 de março de 2015

Simplesmente Zico


Amigos rubronegros do Conversa Flamenga, eu sei que amanhã é dia de homenagear o Léo Moura por 10 anos de serviços prestados e entendo perfeitamente que muitos torcedores o considerem ídolo, principalmente se pertencer à geração mais nova, que só viu o time de 81 em vídeos. São dez anos de uma história bonita, muitos títulos e uma técnica que pouco se vê nos laterais de hoje em dia. Obrigado, Léo Moura, e que no seu jogo de despedida o Flamengo vença, para fechar com chave de ouro uma relação bacana entre atleta e clube. Serei eternamente grato e desejarei sempre o melhor para você nesse fim de carreira e em todos os momentos futuros do Leonardo e da sua família.
Mas fiz questão de escrever essa coluna hoje para coincidir com o aniversário de 62 anos do nosso ídolo maior. Aliás, o único que chamo de ídolo no futebol, embora considere o Senna meu ídolo também. Tive o privilégio de ve-lo jogar. Fui ao Maracanã muitas vezes para ver o Flamengo sim, mas principalmente para ver o Zico jogar. Jamais esquecerei as inúmeras alegrias que o Zico me proporcionou, não só com títulos, mas com jogadas, com dribles, com lançamentos, e com as cobranças de falta que nos traziam segundos de alegria antecipada, porque falta com o Zicão era meio-gol. O Zico jogador foi o maior virtuose de toda a minha geração. Sua presença em campo intimidava os adversários e deixava a nossa torcida relaxada e com a certeza de que em algum momento  ele resolveria o jogo. É bem verdade que seus parceiros Leandro, Junior e Adílio também eram craques e facilitaram muito o jeito de jogar do Zico. Mas mesmo com outros jogadores ao lado, o Zico era inigualável. Sua maneira de correr em campo, de tratar bem a bola, de se colocar bem, de cabecear certeiramente, de arrumar o time, de pensar o jogo, de escolher o melhor espaço para lançar, ou seja, de se esmerar em cada fundamento, era digno de um filme épico. Seria campeão de bilheteria como o foi, na sua época, o Zico jogador. Seus sacrifícios para entrar em campo, e terminar a carreira com a dignidade que merecia, mexiam com a gente como se a dor fosse nossa, como se o sofrimento fosse de alguém muito próximo. Até os torcedores contrários ficaram tristes com a ausencia do Zico dos campos. Quantos e quantos torcedores do arco íris carioca compraram ingresso para ter a honra de ver o Zico jogar...

Encerrada a carreira como jogador, o Zico continou dando exemplos bons. Virou ídolo no Japão, simbolizou o que uma famíla tem de melhor e jamais se furtou a contribuir com o clube, mesmo depois de alguma ingratidão por parte de quem nem merece ser citado, tal a pequenez destas figuras. Porque o Zico vem sendo um gigante também no caráter. E hoje, quando vemos tanta gente sem princípios, tanta enganação de políticos e de atletas, de dirigentes esportivos, o Zico simboliza alguma coisa que parece nos dizer que os bons valores ainda existem, que vale a pena viver mesmo quando o mundo está conspurcado por guerras, por fome, por doenças endêmicas e pelo mau uso do suado dinheiro público. Apesar da brincadeira que chama o Zico de Deus, não é assim que eu particularmente o vejo. Nem teria graça se ele tivesse qualquer poder sobrenatural. O Zico é o que é por ser um simples ser humano, mas que marcou de tal forma o coração, as mentes e a alma das pessoas, que a cada três de março ficamos buscando fórmulas e frases de expressar um pouquinho da gratidão por ele existir e por estar ligado ao Flamengo, a nossa maior paixão! Nunca me cansarei de dizer: Obrigado, Zico. Obrigado por ter sido e continuar a ser o padrão maior do vencedor que não se deixou levar pela fama e pela idolatria, que nunca perdeu o amor pelos que te amam, e que nunca será esquecido por qualquer pessoa que o viu jogar ou que pertence a esta imensa Nação RubroNegra. Obrigado por ser, Simplesmente, o Zico.

Faltou dar os parabéns ao nosso Julio Uri Geller Cesar, o homem que entortava os defensores, e que tem o privilégio de ter nascido neste dia de “natal rubronegro”.

Quanto ao jogo de amanhã, depois de duas apresentações abaixo do esperado, espero que sirva para alguma coisa além de homenagear o nosso capitão moicano. Que sirva para começar a definir o time quando estamos sem o Everton, que prove de uma vez por todas que não podemos começar o jogo com três volantes e nenhum meia, e que o futebol rápido do início do ano se faça presente de novo. Porque no sábado seguinte já tem jogo e valendo 3 pontos. E as experiências pararam de dar certo. É hora de voltar a jogar para ganhar e convencer!

Saudações RubroNegras!

Em tempo: O site do Flamengo fez algumas matérias bem legais sobre o Galinho, e eu deixo aqui dois links para quem quiser conferir. No primeiro, a história do Zico. No segundo, cinco vídeos de momentos muito especiais. Vale a pena ver!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

IDADE MARAVILHOSA

Amigos rubronegros, finalmente teremos o primeiro clássico carioca do ano, já que o jogo contra o Vasco em Manaus foi apenas uma tentativa (frustrada) deles conquistarem mais um Vice. E o jogo já tem até provocação, com o atacante alvinegro desafiando o Cirino, e o técnico do Botafogo dizendo que o futebol anda “chato” (nesse ponto ele tem razão) e que o Botafogo conquistou “o título de ser o único a treinar no Maracanã”... É, ele disse isso! Primeiro o presidente viceíno diz que “ganhar do Flamengo é um título” e agora o ex-treinador da Jamaica mostra que não perdeu o hábito adquirido em sua experiência no exterior. Tá doidão, Renê?
O que vale mesmo é que na segunda espero ter bons motivos para gozar os amigos botafoguenses, mais conhecidos como a “turma do chororô”.  Tenho uma convicção de que jogar contra os antigos times grandes do Rio é mais fácil do que contra os novos pequenos. Impossível o time com alguma torcida ficar 90 minutos se defendendo. No que abrir para atacar, nossos jogadores, muito rápidos, chegam no gol. Mas para isso tem que ter armação de jogadas. O campo é o Maracanã e não o curto gramado de Bento Freitas, onde cometemos a heresia de jogar a maior parte do jogo sem meias. A bola precisa chegar aos atacantes. Ou, em outras palavras: “BOTA MEIAS, LUXA!”.
Meu time ideal não foge muito das escalações que vejo desenhadas na mídia social, mas já que o Jonas entrou em uma parada duríssima e não amarelou, eu daria continuidade ao Sarará, que parece ter o poder de marcação do Cáceres sem a mesma fúria faltosa que o paraguaio vem apresentando este ano. Meu time seria, portanto, Paulo Victor, Leo Moura, Samir, Wallace e Pará. Jonas, Canteiros e Artur Maia. Everton (ou Nixon, caso o Everton não possa jogar), Cirino e Eduardo da Silva (Alecsandro no segundo tempo). Mas nossos amigos conversantes não tem a mesma opinião. Vejam os times sugeridos.
O Juberto não abre mão do Luiz Antonio na lateral. O que eu pensava ser meio maluquice de quem sempre escala time muito ofensivos, até que foi bem quando foi escalado. Olhem o que ele diz: “-Amigos, nunca escondi que gosto de definir dentro do grupo os onze melhores e com sintonia pra disputar as competições. A partir dai, realmente faz-se necessário criar a dinâmica para as mudanças, pois existem contusões, queda no futebol do atleta, jogadores da reserva que crescem e merecem as oportunidades. Diante disso, o meu time pra jogar e ganhar fazendo cachorro quente é: PV, LA, Wallace, Samir e Thallison. Canteros, Cáceres, Everton e Arthur. Edu e Cirino!” Não deixa de ser um time interessante e como sempre, bem ofensivo. 
Já o Sérgio Accioly diz que "Meu time ideal HOJE seria PV, Pará, Wallace, Samir e Pico. Canteiros, Cáceres, Everton e Arthur. Alecsandro e Cirino. Explico o Alecsandro: entrando por ser um centroavente de origem e acho que o time carece de um jogador que jogue enfiado na área. Que adiante ter 2 jogadores velozes nas pontas se não tem quem conclua na área? Penso que é dispensável dizer que Cirino se revesaria de lado pelas pontas com Everton. Experiências PONTUAIS, não 4 ou 5 de uma vez, poderiam ser feitas com Pico/ Thallyson, Cáceres/ Jonas, Alecsandro/ Eduardo Silva, Pará/ LA (período final) e Everton/ Gabriel ou Nixon, em substituição, bem dito..
Quem também mandou uma sugestão de escalação foi o Rodrigo Ribeiro, que disse o seguinte: “-Minha escalação do time do Flamengo é exatamente a usada no início do trabalho, antes do Luxemburgo resolver começar a inventar.  Paulo Victor; Pará, Wallace, Samir, Anderson Pico (se não puder jogar, Thalison); Canteros, Márcio Araújo, Arthur Maia; Everton, Marcelo Cirino, Nixon”. Para justificar essa opinião, o nosso Cometa escreveu um comentário daqueles que valem por uma coluna, e que reproduzo boa parte abaixo, para alimentar nossas discussões. Com a palavra, o Rodrigo:
“O Flamengo iniciou a pré-temporada com um time surpreendente. Três jogadores de velocidade e mais um meia clássico. Futebol moderno e envolvente. Disputou aquele torneio do início do ano assim, e o venceu. Continuou a pré-temporada, e entrou no campeonato carioca com essa formação da qual utilizou na pré-temporada inteira.Teve dificuldades no primeiro jogo, mas depois deslanchou, fez boas apresentações sem correr riscos. Luxemburgo mudou Marcelo Cirino de posição, quase estuprando o modo do jogador de jogar. Sem querer, descobriu um jogador que poderia fazer a função de meia clássico, camisa 10, que todo mundo sempre reivindica, e que apareceu quase de graça pro Flamengo - o Arthur Maia. 
De repente, por conta do "portentoso" Brasil de Pelotas (que se alguém tivesse tido o cuidado de estudar veria que não faz frente ao Bonsucesso ou ao Resende), Luxemburgo resolve testar um time mais cascudo (seja lá o que signifique essa porr***) diante do Madureira. Sai o meia Arthur Maia, entra Cáceres, lento e faltoso demais esse ano, volta Márcio Araújo para errar tudo na ponta direita... Resultado: arrancamos um empate quando o profexor resolveu, já no final do jogo e por força do desespero, render-se ao esquema anterior que vinha dando certo.
Eis que contra o Brasil de Pelotas, o grau de genialidade do profexor aflora ainda mais. Não só o time rápido e de qualidade treinado no início do ano foi descartado, como foi enterrado com as entradas do Eduardo do Silva e do Alecsandro. Então, no momento em que o Arthur Maia, um raro achado, vinha em plena ascendente, o profexor o barra em prol, de novo, de um "time mais cascudo"; no momento em que Marcelo Cirino se adaptava à nova posição, repentinamente volta à posição de origem.
Mas meu QUESTIONAMENTO transcende à questionamentos táticos ou de escalação. Cada treinador pode fazer a cagada que lhe aprouver melhor, e os nossos são competentes demais nesse quesito. Meu QUESTIONAMENTO é que, se diante do Brasil de Pelotas, que seria, na minha concepção, rebaixado até na série B do Carioca, o esquema que o Luxemburgo treinou durante toda a pré-temporada não serve (e parece, nem diante do Botafogo), então não vai ser usado, via de lógica, no Campeonato Brasileiro, cujos times são obviamente muito mais fortes.
Então, tudo o que treinamos na pré-temporada vai pro lixo? Gastamos semanas treinando um time seguro, talentoso, rápido, que diante do primeiro adversário SUPOSTAMENTE mais duro, não serve? A pré-temporada então foi pra treinarmos o time pra jogar contra os times mais fracos do campeonato carioca? Pro Brasileiro e Copa do Brasil a gente pega o esquema do ano passado e vai enfiando os reforços no meio da competição e treinando assim?”
Pode-se concordar ou não, mas a questão é boa. Sempre disse que o Carioca é treino, mas essas mexidas abalaram minha convicção de que estávamos em busca de um futebol moderno e com menos volantes de marcação. Mas o fato é que o time ainda não perdeu esse ano, e os resultados ainda nos favorecem. Talvez adaptar o time a cada jogo não seja má ideia, e apesar do que o Rodrigo acha em relação ao Brasil, o jogo foi duro e difícil de ser vencido. Não tenho certeza de que um time mais leve teria suportado o ritmo que o Brasil imprimiu no início do jogo. Mas imagino que contra o Botafogo teremos uma amostra mais clara do que podemos esperar quando jogarmos contra times teoricamente mais fortes. O goleiro do Bota disse que jogar contra o Flamengo “é sempre gostoso”. Espero que ele saia ardido de tanta gostosura depois do jogo...
Um último ponto. Recebi pela internet uma simpática brincadeira sobre o que os paulistas gostam de fazer no Rio. No meio tinha essa foto maravilhosa, atribuída a André Joaquim,  a quem dou o devido crédito pela ilustração, tomando apenas o cuidado de fincar a bandeira rubronegra onde penso que fica o campo da Gávea, já que não consigo imaginar o Rio sem o Flamengo. A foto, belíssima, é uma forma de homenagear esta cidade maravilhosa, sempre de braços abertos a todas as raças e credos, a todos os estrangeiros e migrantes, que nesse domingo completa 450 anos. Nem os piores administradores conseguirão tirar do Rio de Janeiro esse caráter universal e acolhedor, e essa beleza sem par. Parabéns a todos os cariocas, tanto os da gema como os que adotaram a cidade, alguns até sem nunca a terem visitado.

E vamos pra cima deles, Mengão!