terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Te peço um pouco de calma...


Amigos rubronegros, todo mundo já deve ter visto na web um cartaz com este “FIQUE CALMO” em Inglês, seguido de várias expressões. Originalmente a expressão original era “Keep Calm and Carry On”, que significa “Fique calmo em Continue em Frente”. Essa expressão foi um dos três cartazes criados pela Grã Bretanha em 1939 para incentivar a população em caso de uma invasão alemã. Curiosamente, estes cartazes nunca foram divulgados, até que essa imagem foi descoberta por volta do ano 2000 em uma livraria no nordeste da Inglaterra. De lá pra cá a expressão foi sendo cada vez mais utilizada, primeiramente para dar força às pessoas que enfrentam dificuldades no seu dia a dia, e depois como fonte de humor na internet. A coroa que aparece em cima destes cartazes é uma imagem da coroa real de George VI, que reinou entre 1936 e 1952, e representa a realeza britânica. Esclarecida a origem do “Keep Calm”, que fique claro que o “deixe o hômi trabalhar” tem a ver com o Luxa e não com qualquer “cumpanheiro” pouco chegado ao trabalho, como a expressão chegou a ser usada uma época.
Depois desse breve preâmbulo, explico que pensei nesse cartaz ao ver a impaciência que parece tomar conta de uma boa parte da nossa torcida com as experiências feitas pelo nosso técnico, especialmente para este jogo contra a Cabofriense. Ao que tudo indica o Luxa deve entrar com 3 atacantes diferentes, trocando Nixon, Everton e Cirino por Gabriel, Alecsandro e Eduardo Silva. E aí vem a primeira questão: Devemos fazer testes trocando os jogadores ou mudando a função deles em campo ou devíamos estar aperfeiçoando o tal esquema da “intensidade, velocidade e mudança de direção”?
Confesso que é muito legal quando os comentários depois de uma nova coluna são elogiosos e de concordância. Mas a vida real é feita de conflitos e da administração destas discordâncias. Assim, não  espero conseguir unanimidade com minha opinião, mas desafio nossos conversantes (espiantes) a colocarem as suas opiniões nos comentários. Entendo que o momento de fazer estes testes todos é exatamente esse. Tanto de jogadores como de funções. Apesar de gostar da brincadeira de “escolher os 11 melhores” para por em campo, na verdade um time campeão joga com muitos mais jogadores do que apenas os onze que entram em campo. Ter três atacantes extras (a meu ver de bom nível, se compararmos com os demais elencos do Brasil) é muito bom e precisa ser testado sim. Aliás, com a volta do Paulinho esse número sobe para quatro. Variar a dupla de volantes com a saída de Cáceres também é válido, a meu ver. Afinal, passamos anos reclamando de todos os técnicos que usavam três ou até quatro volantes, e justamente quando diminuímos este número para dois (sendo que um deles, Canteros, participa ativamente da armação de jogadas) vamos cair “matando” o treinador, reclamando do buraco que fica na proteção a zaga?  Estamos jogando contra o Cabofriense, o Barra Mansa, o Resende... Temos que escalar os onze melhores do momento (e proteger a zaga) no dia 25, quando estrearmos na Copa do Brasil contra o time de Pelotas. Ou quando enfrentarmos o Botafogo, que será o nosso primeiro clássico no Carioca. Mesmo respeitando todas as opiniões contrárias, não concordo com algumas críticas que vi em outros espaços. Tem gente dizendo que com este time vamos passar uma vergonha ainda maior do que a do ano passado na Copa do Brasil. Tudo bem, não ganhamos, mas chegamos à semifinal! Eu sei que vice é coisa de bacalhau e o que fica para história é o campeão, mas ter parado na semifinal não foi exatamente uma vergonha! Perdemos para um time que foi superior ao nosso, exatamente porque não tínhamos peças de reposição à altura.
Aliás, o time do Atlético MG com certeza será um dos nossos principais adversários deste ano. Contratando Pratto e Cárdenas e mantendo uma boa parte do elenco de 2014, o galo mineiro vai na contramão dos times que estão perdendo elenco, como o Cruzeiro, o Grêmio e o FluminenB, ou dos times que se reforçaram pouco e ainda podem perder mais jogadores, como o Corinthians. E vencer o Atlético este ano vai ter um saborzinho ainda mais especial. Afinal, foram anos de freguesia fiel, está na hora de voltar ao normal...
Resumindo, pessoal, já tínhamos dito aqui que este Carioca é um teste contínuo para o time pegar jeito e forma. Jeito de jogar e forma física. E é nessas horas que podemos ver os outros jogadores do elenco em campo, permitindo aos torcedores também avaliar como cada um está, técnica e fisicamente, para depois partimos para a gostosa discussão de escalar o time.
E vamos de goleiro A e ataque B para cima da moçada de Cabo Frio!
Pra cima deles, Mengão!

PÓS JOGO 

Meus Amigos Rubronegros
Eu estava propenso a não comentar mais sobre o Nº 19 mas, atendendo aos pedidos dos "fãs" desse novo jogador que fazem parte do nosso CONVERSA FLAMENGA, não poderia negar a comentar sobre a atuação dele até pra tirar essa "pecha" que alguns falaram aqui que eu tinha "antipatia" por ele. NÃO É NADA DISSO!
O alagoano ARTUR MAIA, como eu já comentei em colunas anteriores é um jogador que tem alguma habilidade, bom chute(em escanteios e faltas laterais, principalmente) mas, demonstra ser mais "individualista" do que um jogador de conjunto, além de não ter disciplina Tática e senso de recomposição da sua posição em campo pra voltar e ajudar na marcação, LUXA vai ter um trabalho para lapidar o jogador, EXPLICO:
No jogo de ontem, especificamente falando, eu consegui anotar os pontos positivos e negativos da sua participação na partida.
Pontos positivos  
No 1º tempo ele recebeu 3 faltas, deu 5 passes certos laterais, 2 passes certos para trás e mais um lance de efeito(1 chapéu).
No 2º tempo ele recebeu 1 falta(única jogada que driblou com êxito), deu 2 passes certos p/ frente, 1 passe lateral, 1 passe p/trás, fez 1 desarme(o único na partida) e cobrou 2 escanteios com rara perfeição que terminaram em gol do FLAMENGO (esses foram as suas mais positivas intervenções no jogo).
Pontos negativos
No 1º tempo ele deu 9 passes errados(3 p/ trás - um deles de cabeça), foi desarmado 6 vezes (1 deles originou 1 contra ataque perigoso), fez uma falta.
No 2º tempo ele deu 3 passes errados, fez 1 falta, chutou 1 falta pra fora(longe da trave), deu apenas 1 chute p/ o gol em movimento p/ fora(longe do gol).
Essas foram as minhas anotações sobre o desempenho do citado jogador nesse jogo e que eu considero a sua melhor atuação com a camisa do FLAMENGO, mesmo não aprovando o seu comportamento em campo no que se refere a parte tática, pois, como eu já tinha observado em outras oportunidades, o time chega a ficar num 4-2-4 a maior parte do tempo por motivo de ele se projetar para a frente sem voltar pra recompor o seu posicionamento(no meio do campo dando combate e, ou fechando a frente dos 2 volantes) na formação 4-3-3, como o LUXA está treinando o time.
Como vocês já sabem, eu sou exigente em matéria de escolher ou aprovar jogadores para envergar o Manto Sagrado, por isso faço essa análise "a pedido de alguns dos Amigos" aqui do CONVERSA FLAMENGA e, deixo com vocês a decisão de aprovar o jogador para ser titular do FLAMENGO em 2015. Quem duvidar ou mesmo achar que há algo "equivocado" nas estatísticas apresentadas acima, é só assistir ao VT do jogo para comprovar ou não as anotações do desempenho do jogador.
Sobre o desempenho do time do FLAMENGO, melhorou e muito após as substituições, bem feitas por sinal pelo LUXA.

O LA pelo lado direito fez jogadas elogiáveis quando aparecia na meia e ponta direita dando passes perfeitos e cruzamentos que eram verdadeiros passes para o gol. O EDUARDO se entendeu bem com o CANTEROS e o LA e o gol que fez foi algo digno de craque, aquele toque sutil para a parte que não tinha ninguem defendendo o gol, foi tão perfeito o arremate depois do passe "açucarado" do EVERTON que pareceu ter sido um gol fácil. Se olharmos para os gols perdidos pelo MARCELO CIRINO e pelo ALECSANDRO é que vemos a qualidade de finalização que possui o ex-croata, já pensou ele no FLAMENGO mais jovem e com mais velocidade, seria ídolo, com certeza! Gostei e muito do que eu vi após os 27 minutos do 2º tempo, um FLAMENGO compacto na defesa(com o EVERTON assumindo bem a posição de meia armador, fechando a frente dos 2 volantes e até cobrindo-os quando um deles ia a frente, num verdadeiro 4-3-3) e mais solto no ataque envolvendo com muita facilidade a defesa do Cabofriense! Se o jogo tivesse terminado com uns 7 ou 8 gols para o FLAMENGO seria muito merecido!

Nota do Editor: Como o tempo estava curto, resolvi fazer um "Pós Jogo" na sequencia da coluna atual, pois o comentário do Douglas está muito relacionado ao tema da coluna, e vamos ter os dias do Carnaval para continuar a discussão. Pessoalmente estou virando fã do Artur Maia, e acho que o Luxa vai conseguir "lapidar" esse diamante bruto para o bem do Flamengo. Acho que faltou apenas citar que o Maia também deu um drible sensacional na jogada que originou o primeiro gol, criando o espaço necessário para ele abrir para o Pará que cruzou para o gol. Assim, em cinco gols ele participou da jogada de pelo menos três. Mas está lançada a opinião do conterrâneo do Maia, agora é discutir. E vale também pelas demais observações sobre o jogo, que mesmo sendo contra um time muito fraco, nos deu alento para esta semana inteira sem Mengão em campo. SRN!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Mexendo o Caldeirão do Bruxo Luxa

Amigos rubronegros, ninguém precisa me dizer que neste campeonato ainda estamos na terceira rodada, que o jogo contra o Shaktar era amistoso contra um time de turistas, e que o Vasquim e as bibas paulistas ainda estavam em “banho maria”. Eu sei. Sei também que nem se ganharmos o Carioca isto será prova de que o time estará pronto para disputar a liderança do Brasileiro e garantir a disputa de torneios mais “nobres” em 2016.

Mas o fato é que temos um estilo novo em campo. Se vai dar certo só o tempo e as atuações em campo é que dirão. Saímos da postura de um time que se defendia primeiro para atacar rápido em contrataques velozes, as vezes bem sucedidos e as vezes não. Acabou o Flamengo jogando como “time pequeno”, para jogar contra “times pequenos”. Pela primeira vez em muitos anos temos um ataque realmente rápido, tecnicamente privilegiado e que recebe seguidas bolas para tentar a conclusão. Acabou a época dos lançamentos goleiro-centroavante, e a bola agora teima em passar pelo meio campo, em passes verticais, lançamentos constantes, cruzamentos e dribles. Vejam bem, não estou dizendo que este time está jogando muito, ou que o futebol é deslumbrante. Mas dá para perceber claramente que o estilo de jogo é outro, que um 4-3-3 é possível com as peças que temos, e que a direção do Luxemburgo vem trabalhando este elenco para apresentar em campo um futebol moderno, diferente do que temos visto nos últimos tempos, principalmente no time rubronegro. Até jogadas ensaiadas começaram a aparecer!

Além da competência cada vez mais comprovada do técnico (e da direção que conseguiu enquadrar a jurisdição dele no que ele faz de melhor), imagino que deve estar ajudando contar com um elenco em que as peças podem atuar de diferentes formas em um mesmo jogo. Nossos laterais (Pará e Pico) podem apoiar ou não, e estão sendo eficientes em ambas as funções. No meio campo, pode entrar um aguerrido Cáceres se o adversário precisar de uma marcação mais forte, ou o versátil Araújo, que parece ter se tornado um jogador muito mais eficiente na distribuição de jogo do que foi no passado (Achei que eu nunca ia elogiar o Caramujo na vida...). Canteros está se revelando um jogador importantíssimo, tanto na marcação como na criação de jogadas e agora até batendo faltas “a lá Zico”. Artur Maia, alterna boas jogadas com erros de passe, mas tenta a tabela, joga para a frente e a bola que ele meteu pro Cirino matar no peito dentro da área (acabaou no chute do Nixon e na defesa na trave) já parece mostrar que ele tem potencial, ao 22 anos, para se tornar titular neste time. Além disso, no seu primeiro gol com o manto, devemos louvar que ele chegou sozinho e colocou a bola no canto de forma consciente, cabeceando para baixo e tirando do goleiro. No ataque, Everton continua correndo por todos os lados do campo e se entendendo cada vez melhor com Cirino, que desencantou e se melhorar as finalizações será cada vez mais mortal. Nixon confirmou seu melhor momento no final do ano passado, atuando as vezes como ponta direita e as vezes chegando para concluir. Sua atuação contra o fraco Barra Mansa foi espetacular, pois só revendo o jogo percebi de quantas jogadas perigosas ele participou. E na geladeira, sendo preparados para entrar em melhor forma física, ainda temos Eduardo da Silva, Gabriel e Paulinho.

Ah, ainda falta um "dez" e um "nove". Pode ser. Se minha esperança do Montillo chegar no meio do ano se confirmar, e se um “matador” for confirmado para o ataque, este time fica ainda mais completo. Mas é muito bom saber que o Luxa pode entrar com o Alecsandro, que eu já estava vendo como semi-aposentado, para mudar a característica do ataque e surpreender o adversário. E se o Cirino realmente começar a marcar gols seguidos como centroavante, o mérito todo será do treinador bruxo que insistiu em desenvolver no jogador uma habilidade que ele não tinha (e a rigor ainda não tem, pois falta o “espírito de Romário” no último toque), ou seja, falta aprimorar muito as suas finalizações.
Talvez o único setor que não tenha sido testado de verdade seja a zaga. Mas pelo menos por enquanto, tirando escorregão aqui e ali, Samir e Wallace parecem se entender cada vez melhor e muitas vezes vemos os dois iniciando a jogada com passes para os jogadores do meio campo e não com chutões para a frente.

Dá para ficar animado, certo ? Contra o Resende o que espero é uma partida difícil, porque toda partida do Flamengo costuma ser assim, mas que o time aprimore este futebol rápido, intenso e com as trocas de posições que ainda vão descabelar muitos técnicos adversários.  Pra cima deles, Mengão!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pela Dignidade no Carioca!

Os fatos se sucedem com tanta rapidez que fica até difícil escolher um tema para a coluna. Mas quem tem amigos que gostam de escrever sempre tem coisa boa para ler (ou reler). A ideia é fazer um apanhado de algumas considerações expostas no Conversa nestes últimos dias depois da agressão sofrida pelo nosso digno presidente e do que parece ser uma “guerra” contra o Flamengo neste início de campeonato. Como a coluna é uma surpresa até para os autores do texto, conto com a  generosidade deles para usar seus textos, assim como para a imagem do Maraca "roubartilhada"(by Elias) do Sildenir Alves Ribeiro.
O ideal seria poder falar deste empate dramático que trouxemos da desprotegida “arena de Macaé”. Nem dá para dizer que os invasores não eram torcedores do Flamengo, porque só tinha torcida mesmo de um único time lá. Mas quem entra para roubar o vestiário não é torcedor, é bandido. E existem bandidos torcendo para qualquer time. Os últimos anos foram pródigos em acontecimentos dignos da esfera policial, e mesmo neste recém iniciado 2015 já tivemos exemplos. O que espanta é a facilidade promovida de encontrarem uma porta aberta que dava acesso aos vestiários. Impossível não achar que houve má fé, ou no mínimo uma negligência criminosa. E agora querem punir o time não mandante, coisa que agradaria muito aos dirigentes das entidades que tem se comportado de maneira tão vil e desprezível.
Deveríamos estar falando das coisas boas que esta diretoria vem fazendo pelo Flamengo, mas como disse o Rodrigo Ribeiro, esse não é mais o assunto principal no momento. Veja o seu texto: “Poderia falar das contratações pontuais que o Flamengo vem fazendo, embora não sejam as tais e tão sempre reivindicadas contratações de impacto (à exceção do Marcelo Cirino), mas de qualquer forma, contratações que aposto que irão emplacar.
Poderia estar falando do trabalho correto, bom, tranquilo e centrado do Rodrigo Caetano (uma bola dentro da Diretoria, finalmente, no que se refere ao futebol!!), ao contrário do trabalho fraco e tumultuado de seus antecessores.
Poderia estar falando do Luxemburgo, finalmente, somente se preocupando com o futebol dentro de campo, e dando mostras de que tenta voltar a ser aquele brilhante treinador de outrora, buscando emplacar um time ofensivo, rápido e procurando tirar o melhor de seus comandados, até com mudança de posição, tal como fazia como ninguém no passado (e eu como um feroz crítico do Luxemburgo, fico feliz em tecer essas palavras, porque ele reciclado e bem, não há igual no Brasil, e melhor pro Flamengo!).
Poderia estar falando do orgulho de ver o Flamengo sem aquelas notícias de atraso disso, atraso daquilo, que era tão comuns até o passado recente, mas que agora está longe da gente, e tão próximo de outros clubes tão mais festejados pela mídia...
Mas não.
Vim para falar dessa Federação de futebol medíocre, tosca e tacanha que é a do Rio, que encontrou voz naquela figura anacrônica e putrefata do Eurico Miranda, que busca seus cinco minutos de glória a nível regional, já que a nível nacional não existe mais, e sabe que o plantel medíocre que formou tem alguma chance de destaque nesse estadual absurdamente fraco, já que no segundo semestre a tendência é a sigla SR - Sofrer e Rezar.
Sempre fui contra preços de ingressos altos, e sempre deixei isso claro aqui. Mas essa é uma tendência oriunda dos programas sócio torcedor. Como, ao mesmo tempo, arrecadar e beneficiar aquele é sócio torcedor do clube, dando-lhes vantagens, sem poder praticar um preço de ingresso maior? É uma discussão grande e válida, mas que tem que ser a nível de clube. Ver uma federação sem moral, podre, que se preocupa apenas com a perpetuação de poder e beneficiar seus vassalos, que monta campeonatos estaduais inchados, longos, ridículos, dizer que está preocupada com o esvaziamento dos estádios, seria engraçado, não fosse trágico.
O que enche estádio é bom futebol jogado em estádios adequados em um campeonato atrativo, e convenhamos, há muito tempo, principalmente com essa mudança de fórmula, o Estadual do Rio não é. E não vai ser a prática de preços irrisórios, contrários a (nefasta) lei da meia entrada e aos princípios de ordem econômica e comercial, que irá mudar isso.
Na verdade, diante da profissionalização do Flamengo, seus patrocínios e visibilidades absurdas, principalmente se comparados aos coirmãos cariocas, passou da hora do Flamengo buscar outros caminhos e deixar esse campeonato deficitário e ultrapassado pra trás, a não ser que mudanças profundas sejam feitas. O Estadual, a Federação e os demais times precisam muito mais do Flamengo do que o Flamengo deles. E esse é o pavor do dirigente requentado do Vasco, e ele sabe disso.
Por fim, lamento ver o Botafogo, que se encontra a caminho do fim, juntar-se a esta corja. Pensei que seus novos dirigentes pudessem ser diferentes, mas nota-se que eles se unem a qualquer um por qualquer sopro de sobrevivência e favorecimento. Lamentável.Ou como disse o Sérgio Accioly, praticamente emendando o texto do nosso Cometa RR: “Lamentável, lamentável mesmo é ver o Botafogo unido a corja, definitivamente está a caminho da extinção, um clube com tantas glórias sendo maculado desde modo."
Sábias e verdadeiras palavras, que por si só já valiam uma coluna, ou como eu mesmo disse após a ler a nota da FERJ "em repúdio" a nota de Fla e Flu, assinado por todos os demais clubes. “Me recuso a transcreve-la aqui por absoluta incompatibilidade do espírito que reina neste blog. Uma pena que o Flamengo seja obrigado a disputar o campeonato por força das regras vigentes. Que no ano que vem, caso uma nova Liga não seja fundada e organize o Campeonato, o Flamengo simplesmente se negue a participar deste arranjo maléfico e que vá disputar amistosos nos Estados e nos países que o receberão com a pompa e a honra que merece. Vai faturar muito mais e, se fizer bons acordos com as TVs, pode continuar a dar alegria aos seus torcedores. Que já se comece a pensar nisto desde já, e que os eventos de hoje sirvam como um "Basta" para a hipocrisia e a politicagem de baixo nível que se instalou no futebol carioca. O que será do Carioca sem o Flamengo ? O que é o futebol carioca sem o único time que nunca deixou de pertencer à elite do futebol brasileiro? É muito triste ter que recomendar e torcer para a ausência do Mengão no Campeonato em que é o maior campeão e motivo de ida ao estádio de tantas pessoas. Mas nesse momento parece ser a única alternativa. É preciso acabar com estas organizações esportivas espúrias, como a FERJ e a CBF, dominadas por súcias de pessoas que não visam o bem do esporte e sim o seu favorecimento pessoal.
O Flamengo é maior que tudo. Essas pessoas um dia serão banidas do mundo esportivo. E o Flamengo continuará a ser a grande Nação Rubronegra.”
Ou, nas palavras do amigo Sérgio: “A FERJ desde os tempos de Caixa D'Água deixou a esfera esportiva para entrar na esfera policial. O Ministério Público deveria investigar aquele ninho de mafiosos.  CADEIA NELES!."
Para completar a semana infame, ainda tivemos a notícia de que a “herança maldita” da administração anterior não acabou, pois agora é o Adriano Imperador que resolveu acionar o Flamengo na Justiça, pelo que entendi motivado pelo período de 76 dias em que ficou treinando no clube, tentando voltar a alguma forma que não fosse a esférica. Isso até levou nosso amigo Juberto Pereira  a se expressar com raiva:
“Puto com a FERJ;
Puto com o Eurico VIçano;
Puto com o Adriano;
E com todos que 'frescarem' com o FLA!
Vamos pra guerra!”
Parece que ele estava adivinhando que a guerra já estava declarada mesmo, como se viu em Macaé. Nem vale muito a pena se estender comentando o jogo, que para alguns foi um bom resultado diante das circunstâncias, mas que eu entendo como a simples perda de 2 pontos. O jogo parecia difícil antes de começar, pareceu fácil depois que começou e ficou dramático com a ida de AlecCésar para o gol. Competência de nosso sistema defensivo que não permitiu nenhum arremate do Macaé para o gol nos quase 20 minutos que jogamos assim.
Vamos para o jogo contra o Barra Mansa, que parece ser um dos dois clubes destinados a ao rebaixamento neste Carioca, pela fragilidade demonstrada no primeiro jogo. Que ele sirva para o Flamengo fazer finalmente os gols que a torcida quer ver como resultado dessa filosofia de “Intensidade, Velocidade e mudança de direção. Por enquanto estamos devendo...

Saudações RubroNegras!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Começando a Jornada SEM Estrelas

Depois de uma vitória bacana da que dizem ser a geração de ouro da nossa base, que conquistou a Copa Brasil Sub 15, fechamos a semana conquistando a taça de 25 kilos do Superseries, derrotando o Vasquim e os tricolores paulistas. Para quem mora em São Paulo, como eu, rodeado de cervídeos são paulinos, é garantia de gozação diária até o início do Brasileirão. Boa, Mengão!
A preparação nem terminou ainda, mas pelo visto vai dar frutos. Uma campanha onde não tomamos gols contra Shakhtar, Vasco e São Paulo, rendeu um bom dinheiro, deu alegria para os torcedores manauaras da Nação, e ainda revelou algumas boas surpresas. A aposta em Artur Maia, a meu ver, se revelou acertada até agora. Impossível avaliar ainda o Thallysson e o Bressan, mas o Pará, sem ser craque, dá conta da lateral até o fim do Carioca. Cirino ainda vai precisar treinar muita finalização se quiser realizar o sonho do Luxa de transformar o jogador em centroavante. Nixon se confirmou como jogador útil e até o Luiz Antonio entrou bem no último jogo, voltando a nos dar esperança de que pelo menos na meia direita ele pode ser uma peça útil nesse time.
O fato é que o Carioca deveria ser favas contadas” para o Mengão, mesmo começando a jornada neste sábado SEM grandes estrelas. Pelo menos até onde sabemos, já que as “estrelas” sondadas, Montillo e Robinho, não virão (agora). Mas futebol tem esta coisa da imprevisibilidade e é justamente isso que dá graça a este esporte apaixonante. Um time mais fraco pode vencer um mais forte, e eu estaria mentindo se não dissesse que o Flamengo hoje é o mais forte no Rio. O FluminenB ainda mantém alguns bons atletas, mas ninguém consegue ir bem em um campeonato com tantos problemas extra campo. E no tricolor está acontecendo exatamente o que todos previam que iria acontecer com a saída do seu patrocinador. Os demais times, em tese, são “sparrings” para o Mengão se preparar para o Brasileirão e para a Copa do Brasil, que aliás já começa no final de fevereiro para o Mengão. Contra nós, pesa apenas as “experiências do profexô”, como essa ideia de colocar o Cirino de centroavante. Até agora não deu certo, mas eu confesso que vou ter toda paciência do mundo como torcedor, porque seria espetacular conseguir dar liga a um time com três atacantes, baseado em intensidade, velocidade e mudança de direção. Muito melhor que carregar saco de cimento e proteger a csainha, certo? Aliás, depois do jogo contra o Vasco e com a desistência dos negócios de Jadson, Robinho e Montillo, vi muito torcedor nas redes sociais  metendo o pau na diretoria, nas contratações e no Luxemburgo. Vamos com calma, moçada! O esquema mudou, não deu tempo ainda de descobrir os “onze melhores”, e não temos ainda jogadas treinadas para aproveitar o time rápido que podemos ter com os jogadores disponíveis. E quanto as aquisições para o elenco, estou super esperançoso que consigamos aproveitar bem pelo menos três dos novos jogadores. Vamos segurar a onda que vem coisa boa aí.
A brincadeira da ilustração nessa Coluna é uma singela homenagem ao amigo Roni Pedra de Guaratiba, outro fã de Jornada nas Estrelas. 
Que a frase dele e do Spock sirva para o nosso sentimento em relação aos Blues: 
Vida Longa (e Próspera) para esta diretoria.

Saudações RubroNegras!