quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A barca precisa partir!


Amigos rubronegros, a última coluna saudava o fio do bigode e a credibilidade da diretoria, e tinha uma esperança secreta de nos vingarmos da penúltima derrota para o Galo. Tentei não entrar na pilha de discutir “a barca” antes do fim do campeonato, em respeito aos profissionais que ainda estão disputando o campeonato com o Manto. Mas esse último jogo expôs tão claramente as nossas deficiências que não temos como evitar o assunto. Lemos diariamente notícias de que o Flamengo pretende renovar com o Leo Moura, que Marcio Araújo foi importante para o time este ano, que o Chicão ainda não tem seu destino definido... Pô, Diretoria, acorda! Não adianta equilibrar as finanças e pagar em dia um time medíocre, porque a torcida não aguenta mais estes desastres em campo. Até porque os resultados nos tiraram das partidas da Libertadores, que poderiam efetivamente gerar um superávit no nosso orçamento para 2015.  Como já disse alguém aqui no Conversa, opinião é que nem bunda, cada um tem a sua. Então vamos para a barca, na minha modesta opinião! Se a sua opinião é diferente, sinta-se convidado para expressa-la nos comentários. Todas serão respeitadas e ninguém precisa concordar com ninguém. Mas eu acredito que precisamos de 9 jogadores novos, e de 19 jogadores fora da Gávea em 2015. Pode ser uma impossibilidade financeira, mas seria um objetivo a ser perseguido. Vejam a minha análise deste elenco:

Goleiros: Devem ficar Paulo Victor e Cesar, dispensa do Felipe manutenção do Daniel e do Joao Kuspioz
Laterais: Homenagem e tchau ao Leo Moura. Fica Leo Sus, mas para o banco. Fica Anderson Pico. Negocia o João Paulo. Contrata lateral esquerdo para o banco ou para quando o Pico comer muito. Contrata lateral direito para titular.
Zagueiros: Fica com Wallace e Samir. Negocia o Chicão. Devolve o Erazo. Emprestem o Frauches e o Fernando que não jogam, nunca. Traz um zagueiro para brigar pela titularidade e outro para compor elenco. Deixa o Marcelo para o banco.
Volantes: Ficam Cáceres e o Canteros. Dispensa o Amaral. Empresta Muralha e Recife. Empresta, vende ou dá o Marcio Araújo. Contrata mais dois, sendo um para ser titular
Meias: Empresta o Mugni. Negocia o Luis Antonio. Fica com Everton e Gabriel. Contrata dois, sendo um um craque para ser titular. Mantém emprestado o Tomás. Dispensa o Matheus. Empresta o Igor Sartori
Atacantes: Fica com Paulinho e Nixon. Dispensa o Artur. Contrata um para ser titular.Contrata uma promessa. Negocia o Alecsandro ou deixa no banco.Mantém o Eduardo para jogar um tempo por partida, quando precisar. Dispensa o Elton. Dispensa ou empresta o Negueba
Resumindo:
Ficam os quatros goleiros, Samir, Wallace, Marcelo, Leo Sus, Anderson Pico, Cáceres, Canteros, Everton, Gabriel, Paulinho, Nixon, Eduardo (16)
Dispensem: Felipe, Amaral, Chicão, Leo Moura, João Paulo, Matheus, Luis Antonio, Artur Alecsandro, Elton, Negueba (11)
Emprestem: Frauches, Fernando, Muralha, Recife, Marcio Araujo, Mugni, Tomás, Igor Sartori (8)
Contratem: Lateral direito, lateral esquerdo, Zagueiro, dois volantes, dois meias, dois atacantes. (9)
Não deixem voltar: Val, Bruninho e qualquer outro que eu não me lembrei agora, porque não fazem falta.

Para não dizer que não falei das dificuldades de fazer esta “limpeza” no elenco, veja a ilustração publicada em algum lugar (tem um logo @CRFFLamenguismo ma figura) que eu guardei e que traz as datas de contrato dos jogadores. 
Como disse, é difícil. Mas precisa ser trabalhado, a menos que queiramos um ano de sofrimento igual a esse de 2014.
Ah, e o próximo jogo, contra o Criciúma? Provavelmente vamos vencer, mas como sempre, com dificuldades ou até arriscando ressuscitar a esperança dos times que estão na “confusão”. Vide o jogo contra o Botafogo, Bahia, Coritiba, etc. Que pelo menos possamos ver as “experiências” dos jogadores que pouco jogaram este ano, como Cesar, Frauches e outros. Uma pena, já que a massa de torcedores que esgota os ingressos nestes “jogos exibição” merecia ver um time melhor em campo.
Saudações RubroNegras!


Nota do Editor: Me ocorreu agradecer aos jogadores que suaram a camisa em 2014, ou nos últimos anos, pelo Flamengo em campo. O fato de eu achar que eles não podem ser do elenco rubronegro em 2015 não significa uma ofensa aos profissionais do futebol, que eu espero sinceramente que façam sucesso para onde foram. Eu sou apenas um torcedor (mais para sofredor neste ano) e como tal não tenho juízo (nem razão) quando se fala de Flamengo. Quero meu time vencedor ou pelo menos honrando as nossas tradições e alegrando esta imensa Nação que tem feito a sua parte apoiando, comprando os produtos licenciados do Clube ou pagando mensalmente a sua mensalidade do PST. Muito obrigado a todos, especialmente aqueles que nos ajudaram a conquistar títulos no passado. Muito obrigado, boa sorte e vão com DEUS!


terça-feira, 18 de novembro de 2014

No fio do bigode


Amigos rubronegros, essa semana está sendo boa, e será melhor ainda se o Flamengo sair do Horto deixando o Galo torto. Sabemos que isso não vai diminuir a perda da oportunidade de estarmos na Libertadores em 2015, mas seria muito bom voltar a ter a última vitória contra os atleticanos mineiros para esperarmos uma chance de voltar a jogar contra eles com alguma coisa em jogo, além dos três pontos. Eu sempre percebi uma hostilidade grande dos torcedores do Galo contra nós, mas nunca dei muita atenção e sempre achei exagerado esse fervor. É aquela história, quem bate esquece, quem apanha lembra. Na maioria absoluta das vezes fomos nós os vencedores do duelo entre o Urubu e o Galo, de tal forma que eles tem mesmo é que ficar na bronca com a supremacia rubro-negra. Nesta Copa do Brasil eles pegaram o nossos time desfalcado, jogaram melhor, viraram o jogo e mereceram estar na final. Mas a chance de virar o saldo de gols para positivo em cima das galinhas pode dar um sorriso a mais neste fim de campeonato para a nossa Nação.

Que aliás deve estar majoritariamente feliz, já que nesta terça feira recebeu a notícia da renovação do Luxa. Me parecia muito esquisito que o que separava o treinador da assinatura fosse apenas uma questão de camisas e ingressos. Me lembrou que o Palmeiras bateu o pé para não aumentar o salario do Alan Kardec em cinco mil reais e isso levou o bom jogador para o São Paulo, contribuindo para a grita da torcida palmeirense contra o presidente do clube. Mas jamais perdi a fé de que a diretoria atual faria a coisa certa, ou seja, manteria o treinador em 2015. Confesso que em 2011 eu fui uma das vozes que achava que ele devia sair do time, mas revendo os acontecimentos, nada naquela época podia dar certo mesmo. Não morro de amores pela pessoa Luxemburgo, pois em várias situações me vi irritado e com suas posições arrogantes e com o que eu achava que era uma vaidade desmedida. Mas reconheço que quando ele é apenas treinador, sem se meter a ser o manager ou a intermediar os negócios do clube, ele é um dos melhores do Brasil. Basta ver a compactação que ele conseguiu dar a este time, notoriamente um time sem grandes estrelas ou craques. Como disse o Sérgio, nosso amigo Conversante, outro dia, o Flamengo que eu quero também é um Flamengo que jogue para a frente, que empurre o adversário para o seu campo e tente o gol o tempo todo. Mas nesse ano de 2014 faltavam as peças para que isso acontecesse. Assim, manter um esquema de forte marcação, com saída em velocidade para o ataque foi um belo feito. Mesmo tendo cometido alguns erros de escalação em jogos que poderiam nos trazer pontos que teriam nos colocado hoje brigando pelo G4, reconheço o mérito do Luxa e acho que a diretoria deu uma bola dentro com a manutenção dele para o próximo ano, cumprindo o que estava contratado apenas verbalmente. Vejam que ninguém mais trabalha com acordos baseados no “fio do bigode”, ou seja baseado apenas na palavra dada. Mais um ponto para a credibilidade desta diretoria e, devemos reconhecer, para o próprio Luxemburgo. O futebol no Flamengo está sendo administrado por um grupo que discute e do qual o Luxemburgo não participa, ou seja, a função do treinador é realmente treinar! Ouvi que o BAP estava incomodado com as declarações do Luxa, que pediu um ídolo, que cobrou uma definição da diretoria em relação ao seu contrato, mas o técnico é malandro, o que ele falou é o que a torcida estava querendo ouvir mesmo. Ora, se ele pode fazer a convocação para a torcida comparecer, reforçar nas entrevistas a importância do Programa Sócio Torcedor, deixem ele fazer cena para a torcida também. Como diria o filósofo Bam Bam, “faz parte”...

Quanto ao Galo, depois do Urubu ao Molho Pardo servido no Mineirão, mesmo valendo pouco do ponto de vista do campeonato, espero pelo menos um time aguerrido em campo, ciente de que a torcida quer muito esta vitória para equilibrar as gozações vindas das Minas Gerais. Pra cima deles, Mengão!


E saudações RubroNegras!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A luta contra o mal continua...



Amigos rubronegros, pouco se lê sobre o jogo contra o Coritiba neste domingo. Ao que parece o Duda 45 está contundido e não joga,  e teremos a volta de Nixon e do Léo Moura, além do desfalque certo do Cáceres, servindo à Seleção Paraguaia e ao mesmo tempo suspenso por mais um terceiro cartão amarelo. Por mais que queiramos sempre colocar no ar um texto “prá cima” e que levante o astral da Nação em relação ao time, tem horas em que as notícias são tão negativas que não dá para evitar de comenta-las. Vejam o que aconteceu nesta semana, por exemplo.
1.    Eleição de Eurico Miranda. Tudo bem que como Flamenguista, é até engraçado ter este cidadão como presidente do eterno Vice, pois é muito mais gostoso zoar o bacalhau de óculos e charuto do que o ex-jogador Dinamite, que apesar de ser vascaíno merece até algum respeito da Nação pelos duelos que fazia na época pela artilharia contra o nosso galinho de Quintino. Mas o fato é que a eleição traz de volta uma figura que representa o que há de pior entre os dirigentes esportivos do Rio de Janeiro. A rejeição que o time do Vasco passou a ter em todo o território nacional depois das gestões desse Sr. indica como ele é mal visto e quase um sinônimo do dirigente ruim, parcial e politiqueiro. Não vou dizer desonesto porque não cabe a mim faze-lo e sim à torcida do Vasco, cujos sócios parecem ter esquecido, por exemplo, quando a renda de um jogo do Vasco foi extraviada porque “ele foi assaltado” na volta para casa, em ato, no mínimo estranho, de um dirigente esportivo, de sair do estádio com a renda no bolso. Só posso lamentar que figuras como ele sejam vistos pelos seus torcedores como heróis. Não é caso único, mas para quem gosta de futebol, é mais uma decepção. Um dia ainda teremos dirigentes que tragam orgulho aos seus torcedores e não vergonha. Como eu tenho dos atuais dirigentes rubronegros de hoje. Não deixo de falar dos erros cometidos, mas tenho absoluta certeza de que o conceito de “clube cidadão” deve ser o ideal a ser perseguido por todos os clubes no Brasil. Um dia o Bem prevalecerá!
2.    Presidente da Portuguesa reconhece que gestão anterior vendeu a vaga na série A, escalando propositadamente um jogador de forma irregular. Com base nessa declaração ressurgiu o Ministério Público, prometendo apurar e levar a julgamento. Ué, e porque não apuraram antes? E ainda tem jornalista esportivo dizendo que os suspeitos são o Flamengo e o FluminenB! O Flamengo? Isso só pode ser má fé, porque só um débil mental poderia imaginar que o Flamengo, caminhando na época para ser o 11º colocado na tabela, ia “comprar” a Portuguesa. Todo mundo sabe que foi a Unimed que fez isso. E aí vem a mistura espúria de dirigentes empresariais com dirigentes esportivos, em uma mixórdia sem fim, que não faz jus aos torcedores que se motivam a ir ao estádio e a apoiar seu time. Só falta agora o presidente do Flu dizer que “não sabia”. É a inversão de valores, onde os “espertos” e o “jeitinho” sobrepujam o correto e o bom cidadão. Mas o exemplo vem de cima, ou alguém se esqueceu das confusões da CBF e até da FIFA? De novo, sonho com o dia em que teremos expurgados estes maus elementos do futebol e da vida pública brasileira. Difícil até de imaginar, já que a Justiça, que deveria ser a última instância da moralidade, cada vez mais se suja na vala comum. Agora, além de juízes parciais em campo, temos juízes que se acham deuses...
3.    Decisão da Copa do Brasil com dois jogos de “torcida única”. Difícil de acreditar que os responsáveis por esta medida sejam dirigentes de futebol. É verdade que o que se alega é a possível violência entre os bandidos que se travestem de torcedores, mas não é possível que não se tenha uma solução que permita aos torcedores de um time ter a torcida adversária do outro lado do estádio, em uma bela guerra de cânticos e de quem grita mais alto. Qual a graça de ver o seu time fazer a Final da Final, justamente com dois times mineiros, se só uma torcida está presente? Será que precisa alguém dizer que a graça do futebol é essa “guerra saudável” entre as torcidas? Que o torcedor comum está sendo encarado como bandido, enquanto os verdadeiros bandidos estão fantasiados de torcedores?
É muita notícia ruim! Antes de fechar a coluna, leio que o Luxa confirmou sua permanência em 2015, o que imagino que seja uma boa notícia, pois era o desejo de 90% da Nação Rubronegra até a véspera da derrota para o Galo. E a imprensa bem que fomentou a fofoca e as insinuações de que ele estava indo para o time paulista. De novo, o mal se fazendo presente pela ação de outros maus profissionais. Ninguém apura notícia, ninguém pergunta a versão dos dois lados!

Mas o Flamengo entra em campo no domingo. Nesta hora conseguimos esquecer tudo e simplesmente torcer para o nosso amado rubronegro. E é esse sentimento “do bem” que eu espero que um dia saia vitorioso e possamos ter orgulho de novo do futebol brasileiro. Porque a maior esperteza do Diabo foi fazer muita gente acreditar que ele não existe...

Pra cima deles, Mengão!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CORAÇÃO RUBRONEGRO


Amigos espiantes e conversantes, tem hora que o coração dispara e nós achamos que não vamos aguentar o tranco. Virar o primeiro tempo de um jogo como esse tendo aumentado a vantagem para três gols quase nos mata de felicidade. Terminar o jogo desclassificado da maior esperança de um 2015 campeão da Libertadores quase nos mata de tristeza. Ou de raiva. Nestes poucos dias que nos separa de mais um jogo pelo Brasileirão li todos os tipos de manifestações de torcedores. Desde os mais sóbrios ao mais exaltados. Desde xingamentos fortes a compreensivas análises de elenco e da importância dos desfalques. E, a rigor, todos estavam certos. Pela simples razão que a emoção, a princípio é um sentimento individual. Cada um sente de uma forma, cada um sente mais ou menos a alegria de uma vitória ou a decepção de uma derrota. Ou como dizia o “velho deitado”, cada um sabe onde o aperta o seu sapato. Mas em nenhum comentário eu vi alguém desistir de ser rubronegro ou renegar a sua paixão. Mesmo os mais críticos o que querem é um time forte para resgatar nossas glórias. Parece haver um reconhecimento geral de que a missão este ano era se manter na primeira divisão e se fortalecer para 2015. E é comum lermos que a diretoria, mesmo com os erros no futebol, com as contratações  que não deram certo, está dignificando o Flamengo com uma administração séria e com o conceito de clube cidadão. Mesmo o Luxa, para quem sobraram a maioria das críticas nesta derrota, é reconhecido por ter tirado o time da lanterna e ter levado, até agora, o time à primeira página da classificação.

Já sabíamos que o caminho não era fácil. Foi bom ter chegado na semifinal de uma Copa com dezenas de times, e ter sonhado com a vitória final. Não é porque perdeu um jogo de 180 minutos por 4 a 3 que somos menos Flamengo. Essa foi só a derrota mais sofrida do ano, mas outras houveram e nem por isso essa torcida deixou de encher os estádios por onde o time jogou. A hora não é mais de lamentar. Passou, vida que segue. Continuamos flamenguistas e apaixonados. Descobrindo forças para gozar o rubronegro genérico campeão da segunda divisão de 1987. Buscando saber quando será o próximo jogo do Flamengo no Maracanã. Imaginando que as partidas que serão jogadas fora do Rio podem bater recordes nas novas arenas. Torcendo para ainda ver em campo os onze melhores disponíveis e torcendo por jogadas lindas e sonhos de goleadas, não importa em cima de quem.

Porque apesar de todos os percalços e dificuldades, apesar de todas as contusões, de todos os erros de arbitragem, e de uma colocação na tabela muito abaixo do que essa Nação merece, AQUI BATE UM CORAÇÃO FLAMENGUISTA.
E quando um deixar de bater, por força da única certeza da vida, que é a morte, outros continuarão batendo, pois sempre haverá no universo um coração rubronegro vivo!

Flamengo até Morrer!