Amigos rubronegros,
pouco se lê sobre o jogo contra o Coritiba neste domingo. Ao que parece o Duda
45 está contundido e não joga, e teremos
a volta de Nixon e do Léo Moura, além do desfalque certo do Cáceres, servindo à
Seleção Paraguaia e ao mesmo tempo suspenso por mais um terceiro cartão
amarelo. Por mais que queiramos sempre colocar no ar um texto “prá cima” e que
levante o astral da Nação em relação ao time, tem horas em que as notícias são
tão negativas que não dá para evitar de comenta-las. Vejam o que aconteceu
nesta semana, por exemplo.
1. Eleição de Eurico Miranda. Tudo bem que como
Flamenguista, é até engraçado ter este cidadão como presidente do eterno Vice,
pois é muito mais gostoso zoar o bacalhau de óculos e charuto do que o
ex-jogador Dinamite, que apesar de ser vascaíno merece até algum respeito da
Nação pelos duelos que fazia na época pela artilharia contra o nosso galinho de
Quintino. Mas o fato é que a eleição traz de volta uma figura que representa o
que há de pior entre os dirigentes esportivos do Rio de Janeiro. A rejeição que
o time do Vasco passou a ter em todo o território nacional depois das gestões
desse Sr. indica como ele é mal visto e quase um sinônimo do dirigente ruim,
parcial e politiqueiro. Não vou dizer desonesto porque não cabe a mim faze-lo e
sim à torcida do Vasco, cujos sócios parecem ter esquecido, por exemplo, quando
a renda de um jogo do Vasco foi extraviada porque “ele foi assaltado” na volta
para casa, em ato, no mínimo estranho, de um dirigente esportivo, de sair do
estádio com a renda no bolso. Só posso lamentar que figuras como ele sejam
vistos pelos seus torcedores como heróis. Não é caso único, mas para quem gosta
de futebol, é mais uma decepção. Um dia ainda teremos dirigentes que tragam
orgulho aos seus torcedores e não vergonha. Como eu tenho dos atuais dirigentes
rubronegros de hoje. Não deixo de falar dos erros cometidos, mas tenho absoluta
certeza de que o conceito de “clube cidadão” deve ser o ideal a ser perseguido
por todos os clubes no Brasil. Um dia o Bem prevalecerá!
2. Presidente da Portuguesa reconhece que
gestão anterior vendeu a vaga na série A, escalando propositadamente um jogador
de forma irregular. Com base nessa declaração ressurgiu o Ministério Público,
prometendo apurar e levar a julgamento. Ué, e porque não apuraram antes? E
ainda tem jornalista esportivo dizendo que os suspeitos são o Flamengo e o
FluminenB! O Flamengo? Isso só pode ser má fé, porque só um débil mental
poderia imaginar que o Flamengo, caminhando na época para ser o 11º colocado na
tabela, ia “comprar” a Portuguesa. Todo mundo sabe que foi a Unimed que fez
isso. E aí vem a mistura espúria de dirigentes empresariais com dirigentes
esportivos, em uma mixórdia sem fim, que não faz jus aos torcedores que se
motivam a ir ao estádio e a apoiar seu time. Só falta agora o presidente do Flu
dizer que “não sabia”. É a inversão de valores, onde os “espertos” e o
“jeitinho” sobrepujam o correto e o bom cidadão. Mas o exemplo vem de cima, ou
alguém se esqueceu das confusões da CBF e até da FIFA? De novo, sonho com o dia
em que teremos expurgados estes maus elementos do futebol e da vida pública
brasileira. Difícil até de imaginar, já que a Justiça, que deveria ser a última
instância da moralidade, cada vez mais se suja na vala comum. Agora, além de
juízes parciais em campo, temos juízes que se acham deuses...
3. Decisão da Copa do Brasil com dois jogos de
“torcida única”. Difícil de acreditar que os responsáveis por esta medida sejam
dirigentes de futebol. É verdade que o que se alega é a possível violência
entre os bandidos que se travestem de torcedores, mas não é possível que não se
tenha uma solução que permita aos torcedores de um time ter a torcida
adversária do outro lado do estádio, em uma bela guerra de cânticos e de quem
grita mais alto. Qual a graça de ver o seu time fazer a Final da Final,
justamente com dois times mineiros, se só uma torcida está presente? Será que
precisa alguém dizer que a graça do futebol é essa “guerra saudável” entre as
torcidas? Que o torcedor comum está sendo encarado como bandido, enquanto os
verdadeiros bandidos estão fantasiados de torcedores?
É muita notícia
ruim! Antes de fechar a coluna, leio que o Luxa confirmou sua permanência em
2015, o que imagino que seja uma boa notícia, pois era o desejo de 90% da Nação
Rubronegra até a véspera da derrota para o Galo. E a imprensa bem que fomentou
a fofoca e as insinuações de que ele estava indo para o time paulista. De novo,
o mal se fazendo presente pela ação de outros maus profissionais. Ninguém apura
notícia, ninguém pergunta a versão dos dois lados!
Mas o Flamengo
entra em campo no domingo. Nesta hora conseguimos esquecer tudo e simplesmente
torcer para o nosso amado rubronegro. E é esse sentimento “do bem” que eu
espero que um dia saia vitorioso e possamos ter orgulho de novo do futebol
brasileiro. Porque a maior esperteza do Diabo foi fazer muita gente acreditar
que ele não existe...
Pra cima deles, Mengão!








