sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O Perigo das Calmarias


Rubronegros “conversantes e espiantes”, como diz o amigo Roni, este jogo contra o Furacão da Baixada traz consigo um grande perigo, que é justamente a calmaria que antecede as verdadeiras tempestades. O Flamengo livrou uma pequena vantagem na corrida contra a maré da Z4, que teimava em correr atrás de nós como o resto da onda que tenta molhar nossos pés na beira da praia. Com sete pontos de vantagem para o último time da confusão, seriam preciso pelo menos três resultados sem vitória para sermos alcançados por destes times. Não é ainda uma situação invejável, mas a pressão sobre o técnico e jogadores, com certeza é menor. Por outro lado, estamos a cinco pontos dos nossos competidores mais bem colocados, Santos e Fluminense, o que significa que precisamos ganhar duas partidas e eles perderem outras duas para ultrapassar a pontuação atual do sétimo e oitavo colocado. Se possível, tirando nestes jogos o saldo de cinco gols negativos que temos, o que nos coloca atrás do Goiás, que tem o mesmo número de pontos mais um saldo positivo de um gol.

Na Copa do Brasil, depois de uma emocionante vitória contra o Coritiba, fizemos dois jogos “xoxos”, ganhando as duas partidas pelo “PPL - Placar Padrão Luxa 2014” (1 x 0). Não diminui em nada a aplicação dos jogadores, a marcação forte que a equipe apresenta, e a consciência tática que o treinador conseguiu transmitir para esta equipe. Não chega a ser um futebol empolgante, mas funciona, e perde, ganha e empata jogos, sem nenhum naufrágio anunciado como o que estávamos vendo chegar quando o Luxa assumiu. Ocorre que só teremos a primeira partida da semifinal depois que o Brasil (fé em Deus) tiver escolhido seu presidente e um novo rumo para a nação, dia 29 de outubro.
E é justamente nesse intervalo entre as brigas de galo que com certeza teremos nestas semifinais, que o perigo da calmaria se manifesta. Ficamos sem mais um atacante, um dos zagueiros titulares vai ficar 15 dias de molho, tivemos que tirar jogadores de campo por dores... Cenário armado para o time entrar devagar e sem força para vencer o adversário e a arbitragem, se for necessário! Nas navegações históricas, que ampliaram os limites do mundo do século 15, a calmaria, junto com o naufrágio e os ataques de pirata, eram os terrores dos marinheiros da época. A calmaria podia durar dias ou até semanas, com o estoque de água acabando, a comida sendo racionada e os marinheiros sem ter o que fazer. Dizem até que alguns ficavam loucos e se jogavam no mar.

Pois é desse espírito de moleza que precisamos fugir, jogadores e torcedores. Depois do Atlético PR temos o desafio de devolver à derrota do primeiro turno para o colorado gaúcho, e depois temos pela frente o nosso querido Botafogo, de quem o Santos tirou uma casca tão grande que não podemos deixar por menos. Afinal o freguês é nosso!
Cabe ao Luxa reunir quem está inteiro e buscar a vitória em todas as partidas, dando uma especial atenção para qual tática vai usar para ganhar do Galo no terreiro dele, no jogo de volta. Mesmo com uma torcida menor neste domingo paranaense, teremos dois jogos seguidos no Maraca para animar a torcida, mais o jogo em casa contra o Galo, uma sapecada devida na Chapecoense, também em casa, e finalmente o jogo da volta onde o urubu precisa bagunçar o galinheiro mineiro. Impossível não ficar de olhos voltados para os dois jogos da Copa do Brasil. Em quatro jogos podemos estar na Libertadores 2015, salvando um ano de tanto sofrimento como vinha sendo este 2014.


Portanto, marinheiros e soldados do Mengão, não descansem porque a sorte sorri para quem a persegue. 
Pra cima deles, Mengão!

Posfácio: Só para registrar que o primeiro jogo deste estádio onde vamos jogar, exatamente há cem anos (6/9/1914), terminou com o Flamengo aplicando um impiedoso 7 a 1 no Internacional PR (que dez anos depois virou o Atlético Paranaense). E o primeiro gol, claro, foi de Arnaldo, pelo Flamengo. Só para acabar com essa besteira de que é difícil ganhar na casa deles...


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sobre a "obrigação" de vencer


Amigos flamengos do Conversa, se tem uma coisa que sempre me deixou intrigado foi esta história de que o time tem “obrigação” de qualquer coisa, de vencer um campeonato ou uma partida. É lógico que como torcedor, todos os excessos não violentos são perdoáveis. Me lembro de estar no Maracanã e ver aquela placa “Brasileiro é Obrigação!” e ficar sem entender, e lá no fundo discordando daquela afirmação. Não que eu seja modesto ou humilde, porque “eu até tento, mas o Flamengo não deixa”. Mas porque ganhar ou perder faz parte do jogo. Essa é a graça do futebol, e nem sempre temos um time como o do esquadrão 81, que podia se dar ao luxo de escolher de quanto ia ganhar. O que não podemos admitir é um time entrar em campo com medo, jogar sem raça ou ter um esquema tático cauteloso que desfigure as nossas mais caras tradições rubronegras. Portanto, mesmo sabendo que nem todos concordam comigo neste aspecto, declaro minha opinião de que vencer não é obrigação, lutar é!

Mas nesse jogo especificamente, contra o América de Natal, desconsidero tudo que disse acima e afirmo: Vencer é obrigação sim senhor! Nem o empate, que já nos classificaria para fase semifinal, atende aos nossos anseios. Pelo que saiu publicado sobre o time do Dragão, eles estão com 22 (vou escrever para não deixar dúvidas: vinte e dois) jogadores do elenco impedidos jogar este jogo. Ontem eram 19 e de alguma forma mais 3 viraram “desfalques”. Ou seja, vamos jogar contra o terceiro time de um clube que vai mal na série B, sendo um sério candidato ao rebaixamento, e que ficou dez jogos sem vencer. Mesmo tendo quebrado o jejum contra o Joinvile, frequentador assíduo e atual do G4 da Série B, não pode sonhar em fazer o tal jogo “épico” contra o Flamengo, como diz o técnico Roberto Fernandes, que acabou de assumir o time nesta segunda feira, ainda mais em pleno Maracanã. E digo mais! É dia do Flamengo fazer o que time grande faz com time inferior tecnicamente: enfiar uma sonora goleada neste time que, de tão desfigurado, está mais para Drag Queen do que para dragão.

E a fórmula é simples. É jogar com a seriedade que o FluminenB não teve quando levou 5 a 2 em pleno Maracanã e saiu da Copa do Brasil de 2014, perdendo a chance de levar um vareio do próprio Flamengo nesta quarta feira. Este time do Luxa tem mostrado que joga compactado, marcando muito e saindo rápido para o ataque. Jogando o que vem jogando, não tem como dar outro resultado. Que ninguém venha lembrar dos micos que pagamos contra o América do México na despedida do Joel, ou contra o Santo André em outra final da mesma Copa. Dessa vez isso não vai acontecer. Enquanto a crise se instala em outros times com elencos que no papel são superiores ao nosso, e que estão até melhor colocados na tabela do Brasileirão, o Flamengo segue seu rumo, carregando cimento, protegendo a casinha e saindo da confusão. Todas as declarações dos jogadores são positivas e nem as derrotas, algumas até injustas, diminuíram o entusiasmo da torcida ou estragaram a tranquilidade do ambiente. E nesta quarta, quem for ao Maraca, mesmo neste horário maldito, vai ser recompensado!
Que  a torcida faça o seu papel como tem feito, batendo recordes por onde passa e levando multidões ao estádio e que o time jogue o que sabe, porque estar entre o quatro classificados para  próxima fase é plenamente possível e provável!

Pra cima deles, Mengão! Bora apagar o fogo desse Dragão!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Eu já vi esse filme...



Amigos rubronegros, a dúvida era se o cartaz do filme ia ser o de “Missão Impossível” ou se eu usaria o do filme “A espera de um milagre”. Como eu acho que São Judas Tadeu já vem entrando em campo em quase todos os jogos, preferi brincar com o clássico Missão Impossível, que para quem não sabe, foi uma série que passou na TV entre 1966 e 1973, usando entre outros atores o Leonardo Nimoy, o Spock de Jornada nas Estrelas. Os filmes com Tom Cruise só vieram muito, muito tempo depois, a partir de 1996.
Se a lógica fosse tudo no futebol, com o Flamengo 22 pontos atrás do líder Cruzeiro, os times nem precisariam entrar em campo. A vitória da raposa estaria assegurada. Mas o futebol tem essa magia do imponderável, esse encanto que permite a um time como a Chapecoense enfiar 5 a zero no poderoso Internacional. Ou que o maior jogo do ano de 2010  seja um Flamengo e Santos em que o Flamengo saiu perdendo de 3 a zeo e terminou o jogo com uma vitória histórica de 5 a 4. Em qualquer outro esporte, um time comprovadamente melhor, contra um time tecnicamente inferior, em 10 partidas seguidas ganha 9. No futebol esta verdade não se sustenta. Quantas vezes fomos surpreendidos? E em quantas vezes esta surpresa envolvia o Flamengo? Para o bem ou para o mal, o Flamengo acende paixões e energias cósmicas completamente diferentes dos outros times. Se o local do jogo for o Maracanã, então, os efeitos do milagre rubronegro se acentuam, e mesmo quando os prognósticos são predominantemente contra, a torcida acredita e carrega o time para a frente e para a vitória.

Assim, este post não vai falar da possibilidade de volta ao time do Cáceres e do Wallace, nem da falta do Samir, que está na seleção sub 21. Este texto é todo composto da esperança secreta que temos de ver mais um espetáculo de superação, mais um show da torcida rubro-negra, mais um conjunto de coincidências e de bolas milagrosas que ajudem o Mengão a faturar mais três pontos para sair de vez da confusão. E que dê ao Flamengo a moral que ele precisa para liquidar a fatura das quartas de finais da Copa do Brasil na próxima quarta feira contra o América de Natal. Perdemos muitos pontos importantes nos últimos minutos de vários jogos. Mas a sorte muda (outro aspecto fascinante do futebol, ninguém tem sorte nem azar para sempre) e contra o Figueirense a fortuna nos sorriu e, pasmem, em jogada dentro da pequena área criada justamente pelo Chicão, a quem tanto criticamos (e a meu ver com razão) pelas estatísticas negativas que vinha apresentando. O Flamengo contra times grandes e em jogos difíceis, normalmente joga melhor do que nos jogos contra times em que a vitória deveria ser obrigação. É isto que espero desse Flamengo e Cruzeiro. Que a raposa seja “despelada” para virar um belo casaco de pele para enfeitar nosso panteão de glórias. Que a aparente inferioridade técnica iluda os azuis e os faça “cair dentro” atacando e sofrendo nossos mortais contrataques. E que a torcida tenha a sua recompensa por levar ao estádio mais um número enorme de torcedores bem vestidos com o Manto.

Vamos pro jogo e que a nossa alegria depois do jogo seja tão grande como a alegria das crianças que festejam nesse domingo o seu dia!
Saudações RubroNegras!



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dados lançados, 6 pontos em jogo!


Amigos do Conversa, o negócio é apelar para tudo! Quem for de fazer figa que faça, quem for devoto de São Judas Tadeu que peça a sua intervenção. O Figueirense, nosso adversário desta quarta, está duas posições a nossa frente, e uma vitória nos leva, pelo menos, para a frente deles. No turno o resultado foi um medíocre 1 a 1, em casa, mas o fato é que olhando o desempenho apenas nos jogos dentro de casa, o Figueirense é o pior time do campeonato, ou seja estaria em 20º lugar se só valessem os 13 jogos em que ele atuou com o mando de campo (apenas 4 vitórias). Curiosamente, se olharmos só os jogos fora de casa, o Figueirense tem o 5º melhor desempenho do Brasileirão. Ponto para o Mengão? Depende de quem fizer o primeiro gol. Olhando os últimos 15 jogos do Flamengo, começando pelo jogo contra o Botafogo no final de julho, tivemos 9 resultados com o placar de um a zero. São 4 derrotas (Santos, Goiás, Grêmio, e Chapecoense) e 5 vitórias (América RN, Corínthians, Coritiba, Sport e o próprio Botafogo). São apenas “dados” jogados aqui, mas parecem indicar algumas coisas, e entre elas a nossa definitiva incapacidade de fazer gols. Tirando os 4 a 2 contra o Palmeiras, o Flamengo não fez 3 gols em nenhum outro jogo nesse campeonato. Temos uma crise se aproximando, principalmente se não faturarmos estes três, aliás, seis pontos desta partida, pela única razão de que nossas bolas não entram, ou simplesmente porque em muitos jogos nem chutar a gol nós chutamos. E de vez em quando descuidamos da casinha e sofremos o primeiro gol, as vezes o único da partida.

Temos entre nossos frequentadores pessoas muito mais capazes de “ler o jogo” e decretar a razão desse comportamento. Para mim, continuamos precisando de um verdadeiro armador. Everton, mesmo jogando bem, não é esse jogador, assim como não era o Paulinho, ambos jogadores de velocidade e dribles, mas que sozinhos não resolvem as partidas. Luiz Antonio deixou o bom futebol em 2013 e depois dos processinhos bestas nunca mais foi capaz de passes que colocassem nossos atacantes em posição de finalização. Canteros vem sendo uma peça chave na pouca qualidade que o time apresenta, mas também não é esse jogador que descobre os caminhos para o gol adversário. O time está sem capacidade de reação, principalmente quando leva o primeiro gol.

E nesse ponto, vou dar uma opinião que pode gerar críticas. Eu absolvo o Luxemburgo nessa questão da falta de gols, assim como não vejo falta de raça em quem entra em campo. O fato é que todos os atacantes foram testados e nenhum deu certo. O Alecsandro, mesmo com seus 7 gols, anda longe do goleador que dispensamos na boa fase do Hernane, Marcelo Moreno. Eduardo da Silva, contratação que foi uma grata surpresa, tem um bom futebol, mas parece não ter condicionamento físico para os 90 minutos. Afinal, o período de experiência e adaptação já passou, e quando ele é substituído, não deve ser porque o Luxa quer testar a nossa paciência, imagino sempre que ele sabe o que faz e se tira o croata é porque ele já não está mais em condições físicas de correr, ou está sentindo dores. O Elton já entrou em campo diversas vezes, mas a impressão é que ele continua esperando para estrear. O Nixon... Bom, depois do Watergate, nunca mais foi o mesmo. Por isso penso que o que falta mesmo é um camisa 10, que continuamos a procurar agora que vimos que o Mugni não vai fazer este papel. Terminamos o jogo contra o Santos com mais atacantes (3) do que o número de finalizações que fizemos na direção do gol no jogo inteiro (2). Difícil fazer gol se não chutamos “dentro” do gol. Cada dia mais cresce a convicção de que em 2015, se nos livrarmos da confusão, vai ser preciso fazer uma barca enooorme com o nosso elenco. Tirando o Paulo Victor e seu reserva Cesar, o trio de zagueiros Wallace, Samir e Marcelo, a dupla de volantes Cáceres e Canteros, o meia Everton e o atacante Eduardo, TODOS os demais jogadores poderiam ser substituídos sem arrependimento. Triste realidade, mas é a pura verdade. E é claro que isso não vai acontecer, porque nenhum time consegue trocar 20 jogadores de uma temporada para outra. Se esqueci de alguém, fiquem a vontade para corrigir a injustiça.

E se não fazemos gols, levamos. E aí fui buscar mais dados, para não parecer que eu persigo o Chicão. Olhando todas as nossa vitórias (foram só oito nestes 26 jogos) o Chicão estava em campo somente no triunfo contra o Corinthians. Todas as outras partidas em que vencemos o jogo, a zaga não tinha o Chicão ( Palmeiras, Botafogo, Sport, Grêmio, Atlético MG, Criciuma, e Vitória). Em todas as outras partidas em que o Chicão estava em campo, nós levamos gols: Cruzeiro, Internacional, Atlético PR, Grêmio, Palmeiras, FluminenB, Bahia e Santos! Volto a dizer, não é possível termos o Marcelo no elenco e não o escalarmos quando o Samir ou o Wallace não pode jogar! Afinal, o contrato dele não vai até o fim do ano?


E vamos para o jogo. Os dados estão lançados! Que o Flamengo aproveite “a bola do jogo” e volte para casa com uma vitória, carregando saco de cimento, protegendo a casinha , e ganhando nem que seja de meio a zero. Afinal, a Z4 está muito perto para bobear contra o Figueira. É hora de ser agressivo e partir para cima. Que os nosso jogadores continuem demonstrando raça, que disso não podemos nos queixar, e que todos os corações ligados na grande Nação RubroNegra bombeiem o sangue que este time precisa para vencer!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sobre Baleias, Piabas e Tubarões


Amigos rubronegros do Conversa Flamenga, contra o Santos, em casa, não podemos esperar nada menos que uma vitória. O G4 ficou mesmo longe e o G10 já me satisfaz. Teremos Cáceres em campo, portanto nada mais justo que ele viaje com a seleção do Paraguai levando na bagagem a incrível marca de 12 jogos sem perder com o Flamengo. Se o Santos tem na baleia seu simpático mascote, que o Cáceres seja, mais uma vez, o nosso arpoeiro mestre, capaz de fisgar uma bola no meio campo e leva-la até o tiro final no gol adversário. Afinal, se tem alguém que personifica a alma guerreira deste time tantas vezes chamado de “limitado”, esse personagem é o nosso bravo paraguaio “Cara de Cavalo”. Sua entrega em campo satisfaz ao mais exigente rubronegro, sempre ávido de exemplos de coragem e dedicação à causa flamenguista. Fica aqui essa pequena homenagem a este gigante do futebol, que supre qualquer escassez de técnica com seu sangue vermelho e preto, com sua coragem e falta de medo de tomar canetas ou lençóis, incansável herói da Nação nos dias de hoje.

Por uma destas coisas do idioma, “piaba” não significa apenas um peixe, mas sim uma série de peixes diferentes, todos habitantes das águas doces do rios do Brasil. E por mais uma dessas  coisas da nossa riquíssima língua, “piaba” também significa uma surra, uma supremacia absoluta, que é algo que tem faltado ao nosso time desses últimos tempos. O Flamengo joga de igual para igual com qualquer time, seja fraco ou seja o líder do campeonato. Na prática isso significa que temos dificuldade fazer gols em qualquer time, mesmo que seja o América de Natal. Eu não estou reclamando nem cornetando o Luxa. Estou satisfeito de termos saído da condição de lanterna para o time que briga para ficar entre os 10 primeiros. Recebi com tranquilidade essa sequencia de empates e até as derrotas contra Grêmio, Goiás e Bahia, embora sinceramente não ache que tenham sido resultados justos. Mas o futebol não é justo e talvez resida aí uma parte da sua graça. O futebol é feito de heróis, como o Cáceres, e de resultados épicos, como a partida contra esse mesmo Santos em que saímos de 3 a zero contra para 5 a 4 a favor. E é feito também de goleadas. Sei dos problemas do nosso ataque, mas estou sentindo falta de uma “piaba” no adversário. Uns 4 a zero já lavaria a minha alma.

Sobre escalação, tática, e estes gostosos pormenores da discussão futebolística, deixo para os comentários dos amigos. Depois que o Luxa conseguiu que o Marcio Araújo seja um exemplo de aplicação tática em campo, com atuações mais do que razoáveis em vários jogos, deixo para ele a função de escalar a para nós fica apenas a charmosa arte de debater. Prefiro fechar este texto com um assunto off topic, ou seja, que nada tem a ver com futebol nem com o time do peixe, a não ser pela existência de tantos “tubarões” na política.

Neste domingo teremos eleições. Sempre primei pelo respeito à opinião alheia, por mais estapafúrdia que ela me parecesse. Não quero convencer ninguém a votar no meu candidato. Mas não consigo imaginar um futuro melhor para o país com o continuísmo. São doze anos desse governo, eleito com tantas esperanças que hoje, frustradas, pedem algo diferente. Como foi na eleição do Blues, do nosso Flamengo. Não acho que nenhum dos partidos sejam santuários ou redutos de bons caráter. Não acredito em uma classe política que se tornou uma “casta” superior a todos nós, pobres mortais, que não temos o mesmo nível salarial e de benefícios, que não temos assistência médica nem aposentadorias especiais, a menos que paguemos por isso por longos anos. Não acho que todo governo só faz coisa ruim. É lógico que com tantos anos no poder, algumas migalhas sobram para o povão. O que não suporto mais é a cara de pau de se dizer que se combate a impunidade, é a venda de uma país das maravilhas quando a realidade diz o contrário, é a sensação de que ser corrupto e ter caixa 2 é uma coisa normal. Não é! Assim como o Flamengo está dando um exemplo de Clube cidadão, eu quero um país que dê este exemplo, que não seja aliado internacional apenas das piores filosofias de governo do mundo, que use esta enormidade de dinheiro arrecadado com os nossos impostos em melhorias reais e imediatas para a maioria do povo brasileiro. Onde a Nação Rubronegra, claro, é maioria.

Vote com consciência, e pra cima deles Mengão, dar uma piaba nessa baleia e um chute nos tubarões!


Saudações Rubronegras!