quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Dia da Caça


Rubronegros sobreviventes deste embate épico contra o Leon, existem dias em que o caçador é abençoado e dias em que “a caça” é quem se dá bem. Parece uma grande sacanagem buscar culpados neste momento triste, ainda mais que já no domingo uma nova decisão nos espera.

Mas os amigos que nos presenteiam com sua atenção lendo os textos do Conversa Flamenga, ou os comentários dos nossos frequentadores, sabem que defendi até a última instância as decisões do Jayme, e suas escalações, mesmo discordando abertamente de várias delas. Pois bem. Isso durou enquanto o sucesso estava vindo, mesmo que “a duras penas” desse urubu cansado.

Não perdemos a vaga neste jogo contra o bravo e, devemos reconhecer, bem montado time do Leon. Perdemos quando o Amaral nos deixou com 10 em campo no México. Perdemos quando empatamos com o bisonho time do Bolivar (apesar de primeiro do grupo, se jogarmos 10 vezes ganharemos oito das partidas) em pleno Maracanã. Perdemos quando não reconhecemos o gramado molhado e escorregamos na altitude. Perdemos quando não definimos os “11 melhores”, como sempre disse o Juberto, ou quando colocamos em campo três jogadores velhos, voltando de contusão, e que cansaram (ou sentiram uma contusão) antes do fim do primeiro tempo.

Discuti com os amigos aqui (Roni e Rodrigo) sobre a postura do Jayme a beira do campo. Confundi energia e orientação com o estrelismo de outros técnicos que passaram pelo Flamengo, que ficavam ofendendo os jogadores mais jovens mas eram submissos  aos caprichos dos medalhões. Tive a oportunidade de ver o Simeone na beira do campo no jogo onde o Atlético de Madri eliminou o poderoso Barcelona de Messi e Neymar, e entendi o que os amigos queriam dizer. O próprio técnico do Léon, ontem, transbordava energia e esse força parece que passava para os seus jogadores. Ainda não acho que o Jayme seja “um Andrade que sabe falar”. Penso que ele entende sim de futebol e tentou armar o time da forma que achou melhor, lidando com várias contusões que impediram o time de ganhar o conjunto que precisava. Mas é exatamente na falta de experiência que pecamos nesta Libertadores. Jogar uma Libertadores exige algo mais. Um time como o do Léon, que vinha, pelo que li, de 4 resultados ruins no Campeonato Mexicano, se transformou no Maracanã. Jogou com inteligência, prendeu a bola quando tinha que prender, catimbou quando foi necessário e agrediu quando demos esta oportunidade. Seus jogadores foram fortes, e não pareceram cansados nem no final do jogo. É um tipo de jogo diferente, uma arbitragem diferente e que não “vai na conversa” das faltas inexistentes, e pelo contrário, acabam não dando faltas reais se o jogador faz parte da lista dos “cai-cai”. Ontem mesmo tivemos vários exemplos disso.

Por fim, o elenco. Não vou fazer coro com quem entende que o fracasso se deve à zaga. Penso que qualquer zaga desprotegida fica vulnerável, mesmo nas bolas altas. Continuo achando o Samir um craque e tenho certeza de que o tempo me dará razão. Mas ao contrário do que imaginamos no início, Elano não foi uma boa contratação. O Renato Abreu também fazia gols de falta e não era jogador para um clube como o Flamengo. O André Santos foi contratado em um momento de crise na posição, mas para mim já está se preparando para ser jogador de showbol. Idem para Léo Moura. Jogador de notável habilidade, mas que só pode jogar duas ou três vezes por mês. Não quero um Amaral na frente da nossa zaga. O custo benefício não compensa. O Muralha vai fazer jogadas “bacaninhas” de vez em quando, mas pelo visto nunca vai ter a regularidade que precisamos nesse time. De quem entrou em campo ontem, continuo contando com Felipe, Samir, Wallace, Alecsandro, Paulinho, Everton e Gabriel. Mesmo assim, não sei se todos seriam titulares. Precisamos de uma opinião final sobre o Erazo, pois ele não pode jogar tão mal como nos pareceu. Ele parece ter mais futebol do que mostrou, e eu ainda levo fé que ele vai apresentar esse futebol. Temos o Mugni, que alterna boas e más apresentações, mas que também credito ao treinador o fato de ele ainda não ter encontrado seu lugar em campo. Temos o Luiz Antônio, que pode não ser um craque, mas pode muito bem dar qualidade de passe e de lançamentos para jogadores rápidos como Everton, Paulinho e Negueba. Aliás, sobre o Negueba, é outro que só pode entrar em um time que jogue em cima da sua velocidade e coragem. É preciso treinar estas jogadas e não lançar o moleque no jogo e rezar para ele acertar um lançamento de Gérson em todos os jogos. Ver o Negueba correndo curtinho na intermediária entre 4 jogadores adversários, é de dar desespero até no Dalai Lama. Nem quero falar dos demais reservas. Vou acabar dizendo que na falta do Cáceres vamos precisar do Mário Araújo, e me perdoem seus defensores, mas também não acho que ele seja jogador para o Flamengo.

Vou encerrando por aqui porque o desabafo inicial murchou. Continuo querendo ser campeão carioca, mas a partir de agora, precisamos remar tudo de novo para chegar exatamente aonde estávamos ontem, prestes a partir para uma fase final de Libertadores e uma final contra os demais campeões das outras partes do mundo. Agora, só em dezembro de 2015.

E termino dizendo que por mais erros que esta diretoria tenha apresentado no futebol, continuo apoiando o blues e sua administração séria e digna. É verdade que de boas intenções o inferno está cheio, mas o fato verdadeiro é que essa Libertadores veio antes do que o mais otimista dos rubronegros imaginava. Sonho com um time forte, recheado de craques de verdade, e sei que só o caminho da austeridade e da seriedade administrativa nos levará a ele.

Vamos em frente, moçada. O Flamengo é maior que tudo e que todos, e temos um campeonato estadual para conquistar e um ano inteiro de brasileiro para reforçar o time, trazer o Sampaoli e acertar o time para um futuro brilhante, que espero que seja em breve.
Saudações Rubronegras!

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Léon da semana...


Amigos rubronegros, com a sequência, até agora bem sucedida, de jogos decisivos, não é exagero dizer que estamos matando um leão por semana. Depois de uma conquista relativamente tranquila da Taça Guanabara, vieram as semifinais, também vencidas com facilidade, o jogo contra o Emelec (ou a Batalha do Equador), o primeiro jogo da final contra o Vasco, agora vem o jogo contra o próprio Léon, e domingo teremos a batalha final contra o Bacalhau. Dá pena dos torcedores adversários que se consolam torcendo contra, e pelo menos até agora, sofrendo com as vitórias rubronegras.
Pois este jogo, de novo, é o jogo mais importante do ano para nós! Os leões derrubados pelo caminho servirão para enfeitar a nossa estante de troféus, mas não trarão o alimento que precisamos para seguir em frente se não matarmos o Léon nesta quarta feira. Uma saída da Libertadores ainda na primeira fase seria uma tragédia monumental, e que provavelmente levaria o time a uma segunda derrota no domingo, tal o desânimo que traria ao elenco e à torcida. Mas qual o risco real de isso acontecer?

Bom, quando a diretoria fez as contratações para o time no início do ano, o comentário quase unânime foi de que, mesmo faltando um grande craque, tínhamos time para ganhar tudo. Pode até não ser verdade, mas com o elenco do ano passado já teríamos ficado pelo caminho. De uma só vez perdemos nossos quatro laterais. O Elano, nosso principal batedor de faltas deve estar indo para sua quinta ou sexta ausência. O Cáceres, que renasceu em 2014 a ponto de ser considerado seguidamente o melhor jogador em campo em várias partidas, arrumou uma luxação no ombro que o tirou de todas as partidas decisivas. O Brocador, depois de um ano com 36 gols e uma partida onde fez 4 gols, foi decaindo e acabou com uma contusão séria que o afastou por pelo menos quatro semanas. Não é fácil matar leões com cada vez menos balas na cartucheira. Mesmo assim, fomos caminhando. Um empate indigesto em casa nos levou à lanterna do grupo na Libertadores, empurrados por uma derrota na altitude. Um vitória fora de casa nos redimiu e nos colocou em uma posição na qual dependemos apenas de nós para passar à fase seguinte. No empate contra o Vasco, sofremos um gol em que um atacante nitidamente deslocou o nosso goleiro dentro da pequena área. Com mais um golaço de “Paulinho I AM HERE”, reconquistamos a vantagem do empate. Analisem esses percalços e vejam se isso não é “a cara do Flamengo”! Analisem o nosso elenco, com os gols sendo divididos entre reservas, zagueiros e lançamentos improváveis como o do Negueba, e digam se isso não configura uma história épica, que vamos contar para nossos netos.

Nesse momento, estratégia, tática, preparo físico e sorte se misturam para definir o destino do Flamengo nessa reta final. O jogo contra o Léon coloca em xeque todo o trabalho desse grupo nesse semestre. Não deveria ser uma partida difícil, mas será. Pelo peso da partida, pela importância da partida, arrisco dizer que será até mais difícil do que a decisão contra o nosso freguês no domingo. É a hora que separa os homens dos meninos. E o nosso time está repleto de meninos que estão entrando na adolescência do profissionalismo.

Mas vamos ter que ter muita paciência para ganhar esta partida. Podemos até dar sorte e fazer dois gols rápidos, transformando a partida em um passatempo divertido. Mas a medida que o tempo passar, os torcedores que comparecerem ao Maracanã precisarão ajudar o time, não vaiar, empurrar o time e vibrar com a garra que os jogadores estiverem demonstrando em campo. Porque tirando alguns poucos jogos, este time já demonstrou garra e dedicação em tempo. Nosso bravo Jayme, tão criticado pela sua postura calma do lado de fora do campo, vem conseguindo, mesmo com escalações discutíveis, levar o time aos resultados que estamos precisando para seguirmos vivos nas duas competições. Ele parece economizar na escalação, mas suas substituições tem mudado os jogos e por isso, temos que reconhecer, estão dando certo. Do elenco de 35 ou 36 jogadores, acredito que só um (terceiro goleiro) não jogou pelo menos uma vez. Isso deu ao Jayme a capacidade de usar seu grupo da melhor forma, pelo menos na opinião dele. Se eu escalaria diferente? Com certeza não correria o risco de colocar o Welinton em um jogo decisivo, ou de deixar outros jogadores no banco para dar preferencia a um Cadu ou ao próprio Márcio Araújo. Mas isso não nos levou ao fracasso, e mesmo os erros serviram de aprendizado. Por isso, acredito mesmo que a vitória virá neste último jogo desta fase da Libertadores. Como dissemos várias vezes, nada é fácil para o Mengão. Vamos torcer, minha gente, porque vamos dar um “sossega leão” nos mexicamos e seguir em frente! E nem penso em empate, dessa vez. É jogo para ganharmos e deixar, dessa vez, a torcida gritar: “-Calma! Nós estamos aqui!”


Para cima deles, Mengão!

sábado, 5 de abril de 2014

Entre o susto e a euforia, entre o coração e a razão


Amigos rubronegros, de uma coisa não podemos nos queixar: Há emoção de sobra nos jogos do Flamengo das últimas e da próxima semana. Passada a sequência chatinha dos três jogos contra a Cabofriense, é só emoção pura! Com direito a escalação de Welinton em um jogo de vida ou morte, a pênaltis de lado a lado, à cobrança com retardamento filosófico do Alecsandro, a gol no penúltimo minuto... e agora, às duas decisões que valem a taça dourada de Campeão Carioca, com um jogo entre elas que vale a passagem para a próxima fase da maior esperança rubro-negra do ano, que é a conquista da Libertadores.

Para enfrentar esse período dramático da nossa história, é preciso, além de muitos remedinhos para controlar a pressão, de uma espécie de botão mental de “Liga na Libertadores, desliga, Liga no Carioca, Liga na Libertadores, desliga, Liga no Estadual”...
Se nós ficamos nesse impasse, sem saber o que é mais importante em cada momento (poupa jogadores, vai com tudo???) imaginem os jogadores. Imaginem o Jayme! Até aqui no Conversa Flamenga, onde as opiniões contrárias são rigorosamente respeitadas, o povo não consegue ter uma opinião única! Se o coração manda ir com tudo contra nossos eternos vice adversários, a razão diz que o jogo mais importante do semestre é o de quarta feira, ou seja, o negócio é entrar com tudo contra o Léon, não só para vingar a derrota com 10 jogadores do México, mas para garantir a passagem para as oitavas de final. Até porque temos um segundo jogo contra o Vasco, e apenas um embate para conquistar a vaga na próxima fase do torneio continental que pode nos levar a disputar um título mundial. Por outro lado, não podemos correr o risco de deixar o Vasco conseguir um resultado expressivo neste primeiro jogo e abandonar o seu papel de eterno vice do rubronegro. Assim, vou confessar que apesar de torcer sempre pela vitória, já ficaria satisfeito com um empate neste primeiro jogo, deixando para domingo que vem um novo espetáculo épico que consagre a hegemonia do Flamengo no futebol carioca.

Mas o Flamengo é o Flamengo. Não me lembro de nenhum jogo em que tenhamos entrado para empatar e que tenhamos tido êxito. Parece que está no DNA do Mengão que todo jogo é difícil e quanto mais difícil for, mais chances temos de sair com a vitória. Temos desfalques (alguns acham que são reforços) importantes, como nas duas laterais, mas nesse campeonato sobramos na tabela e no campeonato, mesmo jogando com um time de reservas. Não vai ser na hora “H” que os substitutos vão falhar. Assim, com o time titular enxertado de reservas vitoriosos, confio que deveremos ter uma boa exibição contra o Vasco e sair com um bom resultado, que, como disse, pode ser qualquer um que não seja a derrota.
Tenho lido muitas críticas ao trabalho do Jayme e até à sua decisão de entrar com o time mais completo possível neste primeiro jogo. Mas ele vem sendo fiel a uma definição que sempre propusemos aqui no Conversa: Entrar em campo com os 11 melhores! O fato de que os 11 dele nem sempre sejam os 11 “nossos”, é apenas um detalhe. Apesar de ser matematicamente impossível, cada torcedor tem a sua escalação preferida e o Jayme nunca vai conseguir agradar às 40 milhões de cabeças que torcem por este fenômeno chamado Flamengo. É verdade que uma contusão do Alecsandro, por exemplo, ou do Samir, nos traria uma dificuldade ainda maior para o jogo de quarta feira. Mas e se pouparmos os jogadores  e o sucesso não vier? Vamos com cara de Flamengo, com jeito de Flamengo, e com alma flamenga!


A escalação provável é Felipe, Digão ou Léo II, Wallace, Samir, João Paulo, Amaral, Márcio Araújo, Luiz Antonio, Everton, Paulinho e Alecsandro. É um belo time, e deve dar para ganhar do arrumadinho time do Vasco, que cresceu nas últimas rodadas e vem descansado pela sina de só disputar o carioquinha. Eu entraria com o Mugni no lugar do Mário Araújo, mas se o Jayme aposta no Márcio, alea jacta est!, ou seja, a sorte está lançada! Pra cima deles, Mengão!
PS do Editor: Para poupar o trabalho de pedir ao amigo Douglas que replique o seu comentário sempre útil sobre a arbitragem, segue o que ele já postou sobre a equipe que vai trabalhar neste clássico.
"Meus Amigos Rubronegros, já foram sorteados os trios de árbitros cariocas para apitar as duas finais contra o Asco Vice!
1ª Partida
VASCO X FLAMENGO
MARACANÃ - DIA 6/4/2014 ás 16:00h:
Árbitro: RODRIGO NUNES DE SÁ (28/3/1979)
Assistente N°1: WAGNER DE ALMEIDA SANTOS
Assistente N°2: JACKSON LOURENÇO MASSARRA DOS SANTOS
2ª partida
FLAMENGO X VASCO
MARACANÃ 13/4/2014 16:00h
Árbitro: MARCELO DE LIMA HENRIQUE (26/8/1971)
Assistente N°1 - RODRIGO FIGUEIREDO HENRIQUE CORRÊA
Assistente N°2 - LUIZ ANTONIO MUNIZ DE OLIVEIRA
São bons árbitros e podemos dizer que são os melhores do RIO no momento. Acho que não teremos maiores problemas com eles!!!!!!!”

terça-feira, 1 de abril de 2014

Xeque Mate!


Amigos do Conversa Flamenga, eu sei que já falamos isso, mas esse jogo é de novo o Jogo do Ano para o Flamengo. Uma derrota nos elimina em definitivo da Libertadores, faz do último jogo um espetáculo de tristeza e acaba com a nossa esperança de um ano para entrar na gloriosa história rubronegra.  Muitos podem dizer que esta Libertadores “caiu no nosso colo” com a conquista quase inesperada da Copa do Brasil, porque o Flamengo está se reestruturando e os planos mais ambiciosos eram para os próximos anos, quando as dívidas estiverem equacionados e a caminho de serem quitadas, liberando o clube para investimentos de peso no elenco. Outros podem lembrar que nos últimos 10 jogos da Libertadores em que jogamos fora de casa só vencemos um, justamente o que não adiantou nada, pois fomos eliminados mesmo com aquela vitória contra o Universidad de Chile. Me lembraram também que em 2012, contra o próprio Emelec, perdemos de 3 a 2. Pronto, junte-se a isso tudo os nossos desfalques e está formado o caldo que alimenta as ilusões das torcidas arco-íris de no ver fora da disputa continental.

Por outro lado, um comentário do amigo Douglas foi tão pertinente que me permito reproduzir aqui seus argumentos. Em primeiro lugar, o jogo é ao nível do mar, ou seja, não temos fantasmas a enfrentar. Vamos enfrentar um adversário que também tem 3 desfalques, sendo dois importantes, e que já experimentou o gostinho de ser derrotado pelo Flamengo na partida do Rio. Em sua última partida no campeonato local, perderam por 2 a zero. Se eles não ganharem, também ficam fora da próxima fase, ou seja, eles também precisam ganhar. Essa necessidade de vitória pode abrir espaços para jogadores velozes como Paulinho, Everton e Gabriel. Resumindo, se eles não fizerem gol logo no início, vão ser obrigados a partir para cima. Colocando o ingresso baratinho para lotar o estádio, eles devem ter a torcida cobrando a vitória e não satisfeita com o empate. Mais um ponto a ser explorado, até porque vinte mil pessoas no estádio não vai assustar o Flamengo. É como se fosse um Flamengo e Madureira nos bons tempos.

Colocadas todas as peças dos dois lados do tabuleiro, o que vemos realmente é o prenúncio de um verdadeiro jogo de xadrez, onde tática, experiência, malandragem e estratégia serão fundamentais. Confesso que meu instinto de torcedor quer gritar “Pra cima deles, Mengão!”. Mas o Rei não come a Dama facilmente. Todo mundo sabe que é preciso cercar e cortejar a vitória nos pequenos detalhes. Não adianta sair correndo com o cavalo se os peões da linha de frente não abrirem espaço primeiro. E não adianta se queixar para o Bispo depois. Nessa época de revisão da Igreja de Roma, os Bispos estão se movendo de lado, como jacaré em rio que tem piranha...
Tirando as brincadeiras e o jogo de palavras, a analogia com o xadrez continua. O Jayme precisa saber usar as suas peças substitutas, com cada jogador sabendo o que precisa fazer em campo. Não vou nem me deter nos nomes nem na escalação, pois é lógico que jogadores experientes fazem falta em uma partida como esta. Bons batedores de falta também, principalmente nestes jogos em que se bate tanto. Vamos com um time bem jovem para um jogo que exige muita experiência e cautela, ainda que não possamos abrir mão da ousadia nem do ataque. Se vencermos este jogo, o Maracanã fará uma festa inesquecível na semana que vem. Os jogadores estão cientes de sua responsabilidade, e o Jayme e a Diretoria sabem que a conquista do estadual não refrescará em nada a crítica da torcida, se sairmos antes da hora do torneio mais importante do semestre.

Portanto, esquadrão rubronegro, a hora é agora e o dia é esse! Honrem nossas tradições de valentia, de superação  e de  talento nas horas decisivas!

Quarenta milhões de almas, corações e mentes vos observam! Xeque Mate, Mengão!